INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Uma mulher de 50 anos vai a uma consulta na unidade básica de saúde referindo sangramento vaginal contínuo de baixo volume há 2 meses, exacerbado há 20 dias. Em menopausa há 4 anos, sem uso de terapia de reposição hormonal, é hipertensa compensada, sem outras comorbidades. Ao exame físico, eutrófica, sem alterações.Considerando que nesse caso a principal hipótese diagnóstica é uma causa estrutural, qual exame complementar deve ser solicitado para essa paciente?
Sangramento pós-menopausa → sempre investigar causa estrutural, USG pélvica é 1ª linha.
Sangramento vaginal em mulheres na pós-menopausa é um sinal de alerta que exige investigação imediata para excluir causas graves, principalmente neoplásicas. A ultrassonografia transvaginal é o exame de primeira linha para avaliar a espessura endometrial e identificar outras alterações estruturais pélvicas.
O sangramento vaginal na pós-menopausa é um sintoma que nunca deve ser ignorado e sempre requer investigação. Embora a causa mais comum seja a atrofia endometrial ou vaginal, a principal preocupação é a exclusão de malignidade, especialmente o câncer de endométrio. A idade da paciente (50 anos, menopausa há 4 anos) e a ausência de terapia de reposição hormonal reforçam a necessidade de uma investigação cuidadosa. Diante da hipótese de uma causa estrutural, a ultrassonografia da região pélvica, preferencialmente transvaginal, é o exame complementar de primeira linha. Ela permite avaliar a espessura do endométrio, identificar a presença de pólipos, miomas ou outras massas uterinas e ovarianas. Uma espessura endometrial > 4-5 mm em mulheres pós-menopausa sem TRH é um indicativo para prosseguir com a biópsia endometrial. Outros exames, como provas de coagulação ou dosagens hormonais, não são a abordagem inicial para sangramento pós-menopausa com suspeita de causa estrutural. A prioridade é descartar lesões pré-malignas ou malignas do trato genital inferior e superior, sendo a ultrassonografia o ponto de partida para essa investigação.
As causas podem ser atrofia vaginal/endometrial, pólipos endometriais, hiperplasia endometrial, miomas uterinos e, mais preocupante, câncer de endométrio.
A ultrassonografia transvaginal é o exame inicial de escolha por ser não invasiva, de baixo custo e capaz de avaliar a espessura endometrial e identificar outras alterações estruturais como pólipos ou miomas, direcionando a investigação.
Deve-se suspeitar de câncer de endométrio em qualquer caso de sangramento pós-menopausa, especialmente se a ultrassonografia transvaginal revelar espessura endometrial > 4-5 mm, exigindo biópsia para confirmação.
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