INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Mulher de 60 anos é encaminhada para atendimento especializado por ter apresentado 4 episódios de sangramento vaginal. Ela está lúcida, orientada, sem queixas e com autonomia em sua vida pessoal e social. Apresentou uma ultrassonografia transvaginal com endométrio de 12 mm de espessura e heterogêneo. Foi indicada histeroscopia diagnóstica, mas a paciente recusa-se a fazer porque acha que o sangramento é normal. Nesse caso, o médico deve
Sangramento pós-menopausa + endométrio espessado → Risco CA endométrio. Informar paciente é dever ético.
Em casos de sangramento pós-menopausa com endométrio espessado, há alta suspeita de câncer de endométrio. O médico deve informar claramente a paciente sobre os riscos e a necessidade de investigação, respeitando sua autonomia, mas garantindo que a decisão seja informada.
O sangramento vaginal pós-menopausa é um sinal de alerta que exige investigação rigorosa, pois pode ser o primeiro sintoma de câncer de endométrio, que é o tipo mais comum de câncer ginecológico em mulheres após a menopausa. A ultrassonografia transvaginal com espessamento endometrial (>4-5mm) é um achado preocupante que indica a necessidade de biópsia endometrial, geralmente realizada por histeroscopia. A autonomia do paciente é um pilar da ética médica, mas ela deve ser exercida com base em informações completas e compreensíveis. O médico tem o dever de informar o paciente sobre o diagnóstico provável, os riscos da doença e os benefícios e riscos dos procedimentos propostos, garantindo que a decisão do paciente seja verdadeiramente informada. Nesse cenário, o médico não deve se omitir ou transferir a responsabilidade, mas sim reforçar a importância da investigação, explicando as possíveis consequências da não realização do exame, como a progressão de uma doença grave. A comunicação clara e empática é fundamental para construir a confiança e incentivar a adesão ao tratamento.
O sangramento pós-menopausa é um sinal de alerta crucial, pois pode indicar condições graves como câncer de endométrio, exigindo investigação imediata para diagnóstico e tratamento precoces.
O médico deve informar de forma clara e completa sobre o diagnóstico provável, os riscos da recusa e os benefícios do exame, garantindo que a decisão do paciente seja baseada em conhecimento adequado, sem coação.
Um endométrio espessado na pós-menopausa aumenta o risco de hiperplasia endometrial e, principalmente, de câncer de endométrio, necessitando de biópsia para exclusão de malignidade.
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