SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2021
Mulher de 65 anos, menopausa há 15 anos, sem uso de terapêutica hormonal da pós-menopausa, relata discreto sangramento genital há poucos dias. O exame especular revela que o mesmo se origina na cavidade uterina. O diagnóstico histopatológico mais frequentemente encontrado em casos como este é:
Sangramento pós-menopausa sem TH → endométrio atrófico é a causa mais comum, mas excluir malignidade é crucial.
Em mulheres na pós-menopausa sem uso de terapia hormonal, o sangramento genital, mesmo que discreto, deve sempre ser investigado para excluir malignidade. No entanto, a causa histopatológica mais frequentemente encontrada é o endométrio atrófico, devido à privação estrogênica prolongada.
O sangramento pós-menopausa (SPM) é definido como qualquer sangramento genital que ocorre um ano ou mais após a última menstruação. É um sintoma que sempre exige investigação, pois, embora a maioria dos casos seja benigna, o câncer de endométrio é uma preocupação significativa e deve ser excluído. A epidemiologia mostra que cerca de 10% das mulheres com SPM terão câncer de endométrio. A causa mais frequente de SPM em mulheres que não fazem uso de terapia hormonal é a atrofia endometrial. Após a menopausa, a privação estrogênica leva ao afinamento e fragilidade do endométrio e da mucosa vaginal, tornando-os mais suscetíveis a traumas mínimos e sangramentos. Outras causas incluem pólipos endometriais, hiperplasia endometrial (com ou sem atipias), miomas submucosos e, menos comumente, câncer cervical ou vaginal. A investigação do SPM geralmente começa com ultrassonografia transvaginal para avaliar a espessura endometrial. Se a espessura for maior que 4-5 mm ou houver fatores de risco, a biópsia endometrial é indicada, seja por curetagem, histeroscopia com biópsia dirigida ou biópsia por aspiração. O diagnóstico histopatológico de endométrio atrófico, embora tranquilizador, só pode ser feito após a exclusão de outras patologias mais graves.
A principal preocupação é a exclusão de malignidade, especialmente o câncer de endométrio, que deve ser investigado em todos os casos de sangramento uterino após a menopausa.
O diagnóstico é feito por meio de biópsia endometrial (histeroscopia com biópsia ou curetagem), que revela um endométrio fino e sem atividade proliferativa ou secretora.
Outras causas incluem hiperplasia endometrial (com ou sem atipias), pólipos endometriais, miomas submucosos, câncer de endométrio, atrofia vaginal e uso de terapia hormonal.
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