UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2022
Mulher, 54a, procura atendimento ginecológico na atenção primária por episódios de sangramento via vaginal em pequena quantidade há quatro meses. Antecedente pessoal: menopausa há dois anos, com exames periódicos atualizados com resultados normais. Exame físico: IMC= 27Kg/m². A CAUSA MAIS PROVÁVEL DO SANGRAMENTO É:
Sangramento pós-menopausa → SEMPRE investigar malignidade, mesmo que atrofia seja a causa mais comum.
Qualquer episódio de sangramento vaginal após a menopausa é um sinal de alerta e deve ser investigado para excluir causas malignas, como o câncer de endométrio, embora a atrofia endometrial seja a causa mais frequente.
O sangramento pós-menopausa (SPM) é definido como qualquer sangramento vaginal que ocorre após 12 meses consecutivos de amenorreia em uma mulher na menopausa. Embora a maioria dos casos seja benigna, todo SPM deve ser considerado câncer de endométrio até prova em contrário, sendo um sinal de alerta que exige investigação imediata. A epidemiologia mostra que a atrofia endometrial ou vaginal é a causa mais comum, respondendo por cerca de 60-80% dos casos. A fisiopatologia da atrofia endometrial está ligada à diminuição dos níveis de estrogênio após a menopausa, levando ao afinamento e fragilidade do endométrio e da mucosa vaginal, que se tornam mais suscetíveis a traumas e sangramentos. No entanto, o câncer de endométrio é a causa maligna mais frequente de SPM, ocorrendo em 5-10% das mulheres com esse sintoma. Fatores de risco para câncer de endométrio incluem obesidade, nuliparidade, diabetes, hipertensão e uso de tamoxifeno. A investigação do SPM geralmente começa com uma ultrassonografia transvaginal para medir a espessura do endométrio. Uma espessura endometrial menor que 4-5 mm em mulheres na pós-menopausa geralmente indica atrofia, mas se a espessura for maior ou houver sangramento persistente, uma biópsia endometrial (por histeroscopia ou curetagem) é essencial para descartar hiperplasia endometrial ou câncer. O tratamento dependerá da causa subjacente, variando de terapia hormonal local para atrofia a cirurgia para câncer.
A causa mais comum de sangramento pós-menopausa é a atrofia endometrial ou vaginal, devido à diminuição dos níveis de estrogênio.
A principal preocupação é excluir o câncer de endométrio, que, embora menos comum que a atrofia, é a causa maligna mais frequente e requer diagnóstico precoce.
A investigação inicial inclui ultrassonografia transvaginal para avaliar a espessura endometrial, seguida de biópsia endometrial (histeroscopia com biópsia ou curetagem) se a espessura for > 4-5 mm ou houver fatores de risco.
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