HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2020
Mulher menopausada com 59 anos vem fazendo trata- mento hormonal com estrogênio e progesterona. Teve um sangramento discreto e ao exame ultrassonográfico o endométrio era de 12 mm. Frente a esses dados, a conduta deve ser
Sangramento pós-menopausa + TH + endométrio > 4-5mm → Biópsia endometrial para excluir malignidade.
Em mulheres pós-menopausa em terapia hormonal combinada, qualquer sangramento uterino anormal, mesmo discreto, associado a um endométrio espessado (geralmente > 4-5 mm, mas 12 mm é claramente patológico), exige investigação com biópsia endometrial para descartar hiperplasia ou câncer.
O sangramento pós-menopausa é um sintoma que sempre exige investigação, pois pode ser o primeiro sinal de uma condição maligna, como o câncer de endométrio. Embora a causa mais comum seja a atrofia endometrial ou vaginal, a exclusão de malignidade é prioritária. A terapia hormonal (TH) pode mascarar ou contribuir para o sangramento, mas não o torna menos preocupante. A ultrassonografia transvaginal é a ferramenta inicial para avaliar o endométrio. Em mulheres pós-menopausa sem TH, um endométrio > 4 mm é considerado espessado. Em usuárias de TH combinada, o limite pode ser um pouco maior, mas um endométrio de 12 mm, como no caso, é claramente patológico e indica a necessidade de investigação mais aprofundada. A presença de sangramento, independentemente da espessura, já é um sinal de alerta. A biópsia de endométrio, seja por curetagem semiótica, histeroscopia com biópsia dirigida ou biópsia por aspiração (Pipelle), é o próximo passo para obter material histopatológico e definir o diagnóstico. Essa abordagem permite identificar hiperplasias, pólipos ou, mais gravemente, o adenocarcinoma de endométrio, garantindo o tratamento adequado e precoce.
Em mulheres pós-menopausa em terapia hormonal combinada, um endométrio de até 4-5 mm é geralmente considerado normal. Acima disso, especialmente com sangramento, a investigação é mandatória.
A biópsia de endométrio é crucial para descartar condições malignas ou pré-malignas, como hiperplasia endometrial atípica ou adenocarcinoma, que são as principais preocupações diante de sangramento pós-menopausa e espessamento endometrial.
As causas incluem atrofia endometrial/vaginal (mais comum), pólipos endometriais, hiperplasia endometrial, câncer de endométrio, miomas submucosos e terapia hormonal inadequada.
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