UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2022
Comparece ao ambulatório de cirurgia ginecológica paciente de 63 anos, menopausa aos 45 anos, sem uso de terapia hormonal no momento. Informa 4 episódios de sangramento vaginal nos últimos 7 meses e traz ultrassonografia transvaginal realizada há 10 dias com endométrio de 18mm. Considerando essas informações , qual a conduta indicada a seguir?
Sangramento pós-menopausa + endométrio > 4-5mm → Histeroscopia com biópsia para excluir malignidade.
Em pacientes pós-menopáusicas com sangramento vaginal e espessamento endometrial significativo (geralmente > 4-5mm), a investigação invasiva com histeroscopia e biópsia é mandatória para descartar hiperplasia endometrial atípica ou carcinoma, que são condições graves e potencialmente fatais.
O sangramento pós-menopausa é um sintoma que nunca deve ser ignorado, pois pode ser o primeiro sinal de carcinoma endometrial. A epidemiologia mostra que, embora a atrofia vaginal seja a causa mais comum, a malignidade deve ser excluída em todos os casos. A idade avançada e o tempo desde a menopausa são fatores importantes a considerar na avaliação inicial. A importância clínica reside na detecção precoce do câncer, que tem melhor prognóstico quando diagnosticado em estágios iniciais. A fisiopatologia do câncer endometrial está frequentemente ligada à exposição estrogênica não oposta, que leva à proliferação excessiva do endométrio. O diagnóstico inicial envolve a ultrassonografia transvaginal para avaliar a espessura endometrial. Um endométrio com mais de 4-5 mm em uma mulher pós-menopausa com sangramento é um sinal de alerta. Quando suspeitar de malignidade, a histeroscopia com biópsia é o padrão-ouro para obter amostras de tecido e realizar o diagnóstico histopatológico definitivo. O tratamento do carcinoma endometrial depende do estágio da doença, mas geralmente envolve histerectomia total com salpingo-ooforectomia bilateral. O prognóstico é bom em estágios iniciais, mas piora com a progressão da doença. Pontos de atenção para residentes incluem a necessidade de uma abordagem sistemática e a não subestimação de qualquer episódio de sangramento pós-menopausa, garantindo sempre a investigação adequada para um manejo oportuno e eficaz.
Na pós-menopausa, uma espessura endometrial de até 4-5 mm é geralmente considerada normal. Valores acima disso, especialmente na presença de sangramento, exigem investigação aprofundada.
A histeroscopia permite a visualização direta da cavidade uterina e a biópsia dirigida de áreas suspeitas, sendo o método mais preciso para diagnosticar hiperplasia endometrial ou carcinoma, que são as principais preocupações nesses casos.
Os principais fatores de risco incluem obesidade, diabetes, hipertensão, uso de tamoxifeno, nuliparidade, menopausa tardia e síndrome dos ovários policísticos, todos relacionados à exposição estrogênica prolongada sem oposição.
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