FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2021
Mulher, 62 anos de idade, menopausa há 8 anos, apresentou sangramento após a menopausa. Submetida a histeroscopia, que evidenciou pólipo endometrial, sem outros achados. Qual é a melhor indicação para a paciente?
Sangramento pós-menopausa + pólipo endometrial → Polipectomia histeroscópica para diagnóstico e tratamento.
Em mulheres na pós-menopausa com sangramento e pólipo endometrial, a polipectomia histeroscópica é a conduta de escolha, pois permite a remoção completa do pólipo e o envio para análise histopatológica, descartando malignidade e resolvendo o sangramento.
O sangramento pós-menopausa é um sintoma que sempre exige investigação rigorosa devido ao risco de câncer de endométrio. Pólipos endometriais são uma causa comum de sangramento nessa faixa etária, mas é fundamental descartar malignidade. A histeroscopia é o método diagnóstico e terapêutico de escolha para pólipos endometriais, pois permite a visualização direta da cavidade uterina, a identificação do pólipo e sua remoção completa (polipectomia) para análise histopatológica. Isso é superior à curetagem uterina às cegas, que pode não remover o pólipo em sua totalidade. A polipectomia histeroscópica não só resolve o sangramento na maioria dos casos, mas também fornece um diagnóstico definitivo da natureza do pólipo. A histerectomia total seria uma opção excessiva para um pólipo benigno e só seria considerada em casos de malignidade confirmada ou outras indicações ginecológicas.
O sangramento pós-menopausa é um sinal de alerta para câncer de endométrio e deve ser sempre investigado. Embora muitas causas sejam benignas, a exclusão de malignidade é prioritária.
A histeroscopia permite a visualização direta do pólipo e sua remoção completa sob visão, garantindo que todo o tecido seja enviado para análise histopatológica, o que é crucial para descartar atipias ou malignidade.
A histerectomia não é a conduta primária para pólipos endometriais. Seria considerada em casos de pólipos com malignidade confirmada, múltiplos pólipos recorrentes com atipias, ou em pacientes com outros fatores de risco ou condições que justifiquem a cirurgia mais radical.
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