Sangramento Pós-Menopausa: Investigação e Conduta Inicial

PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2025

Enunciado

Paciente de 60 anos de idade, com histórico de menopausa há 12 anos, comparece à clínica com queixa de sangramento vaginal inesperado e persistente. Ela relata que o sangramento ocorreu duas vezes nos últimos três meses, descrevendo-o como leve a moderado. Não apresenta dor ou outros sintomas associados, como perda de peso ou alterações no apetite. A paciente também menciona que teve uma conização para lesão intraepitelial escamosa de alto grau (LIEAG) aos 40 anos. Considerando a situação clínica relatada, qual è a conduta inicial apropriada para investigar a causa do sangramento?

Alternativas

  1. A) Solicitar ultrassonografia transvaginal para avaliação do eco endometrial.
  2. B) Colher colpocitológico, para avaliação do câncer de colo.
  3. C) Indicar histeroscopia, devido a possibilidade de atrofia endometrial.
  4. D) Realizar biópsia endometrial, devido possibilidade de neoplasia.

Pérola Clínica

Sangramento pós-menopausa → sempre investigar! USG transvaginal é 1ª linha para eco endometrial.

Resumo-Chave

Sangramento vaginal em mulheres pós-menopausa é um sinal de alerta para patologias endometriais, incluindo câncer. A ultrassonografia transvaginal é o método inicial de escolha para avaliar a espessura do endométrio, que guiará a necessidade de investigações adicionais como biópsia.

Contexto Educacional

O sangramento pós-menopausa é um sintoma que exige investigação rigorosa, pois pode ser a primeira manifestação de câncer de endométrio. Embora a atrofia endometrial seja a causa mais comum, a exclusão de malignidade é prioritária. A prevalência de câncer de endométrio em mulheres com sangramento pós-menopausa varia de 5% a 10%, tornando a avaliação precoce fundamental. A conduta inicial para investigar o sangramento pós-menopausa geralmente envolve a ultrassonografia transvaginal para avaliar a espessura do eco endometrial. Um eco endometrial fino (geralmente < 4-5 mm) sugere atrofia e tem um alto valor preditivo negativo para câncer. No entanto, um eco endometrial espessado ou irregular requer investigação adicional, como biópsia endometrial (por histeroscopia ou curetagem). A história de conização para LIEAG, embora não diretamente relacionada ao endométrio, reforça a necessidade de uma investigação completa devido ao risco aumentado de neoplasias. O tratamento dependerá do diagnóstico. Atrofia é tratada com estrogênio local. Pólipos podem ser removidos. Hiperplasia endometrial pode exigir progestágenos ou histerectomia, dependendo do tipo e atipias. Câncer de endométrio geralmente requer histerectomia e estadiamento cirúrgico. A vigilância contínua é importante, especialmente em pacientes com fatores de risco.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de sangramento pós-menopausa?

As causas mais comuns incluem atrofia endometrial e vaginal, pólipos endometriais, hiperplasia endometrial e câncer de endométrio. A exclusão de malignidade é prioritária.

Qual o valor de corte do eco endometrial na USG transvaginal que indica biópsia?

Um eco endometrial maior que 4-5 mm em mulheres pós-menopausa geralmente indica a necessidade de biópsia endometrial para investigação, devido ao risco aumentado de patologia.

Por que o histórico de conização é relevante nesse caso?

Embora a conização seja para lesão cervical, o histórico de LIEAG indica uma paciente com maior risco para outras neoplasias do trato genital, exigindo vigilância e investigação completa.

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