SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2025
Uma paciente de 65 anos de idade, hipertensa em uso de enalapril 10 mg/dia (para hipertensão arterial), relatou sangramento genital durante três dias em pequena quantidade, sem cólicas. Ela negou qualquer outra sintomatologia. O exame ginecológico foi normal.Com base nessa situação hipotética, é correto afirmar que
Sangramento pós-menopausa → Causa mais comum é atrofia endometrial, mas sempre investigar câncer de endométrio.
Qualquer sangramento genital após a menopausa (definida como 12 meses de amenorreia) deve ser investigado para excluir malignidade, especialmente câncer de endométrio. No entanto, a causa mais frequente de sangramento pós-menopausa é a atrofia endometrial, devido à deficiência estrogênica.
O sangramento pós-menopausa (SPM) é definido como qualquer sangramento vaginal que ocorre 12 meses ou mais após a última menstruação. É um sintoma que sempre exige investigação, pois, embora a maioria dos casos seja benigna, até 10-15% podem ser causados por câncer de endométrio, especialmente em mulheres mais velhas ou com fatores de risco. A epidemiologia mostra que a atrofia endometrial é a causa mais frequente, respondendo por 60-80% dos casos. A fisiopatologia da atrofia endometrial envolve a deficiência estrogênica, que leva ao afinamento do endométrio e da mucosa vaginal, tornando-os mais suscetíveis a traumas mínimos e sangramentos. O diagnóstico diferencial inclui pólipos endometriais, hiperplasia endometrial, miomas submucosos, câncer de endométrio, câncer cervical ou vaginal, e raramente, causas não ginecológicas. A investigação inicial padrão ouro é a ultrassonografia transvaginal (USTV) para medir a espessura endometrial. Uma espessura endometrial < 4-5 mm geralmente é tranquilizadora e sugere atrofia, enquanto uma espessura maior ou a presença de irregularidades focais requer biópsia endometrial. Para residentes, é crucial não subestimar o SPM. A conduta deve ser sistemática: USTV como primeira etapa. Se a espessura endometrial for > 4-5 mm, ou se houver fatores de risco, ou sangramento persistente apesar da USTV normal, a histeroscopia com biópsia dirigida é o próximo passo para descartar malignidade. O enalapril, um anti-hipertensivo, não está associado a sangramento genital. A ablação histeroscópica não é um método diagnóstico e não é a primeira linha de tratamento para câncer de endométrio.
A causa mais comum de sangramento pós-menopausa é a atrofia endometrial ou vaginal, devido à diminuição dos níveis de estrogênio após a menopausa, que torna os tecidos mais finos e friáveis, propensos a sangramentos.
A primeira linha de investigação é a ultrassonografia transvaginal (USTV) para avaliar a espessura endometrial. Se a espessura for > 4-5 mm, ou se houver sangramento recorrente com espessura normal, é indicada biópsia endometrial (por histeroscopia ou curetagem).
Embora o câncer de endométrio seja menos comum que a atrofia, ele deve ser sempre suspeitado e excluído em qualquer caso de sangramento pós-menopausa. Fatores de risco incluem obesidade, diabetes, hipertensão e uso de tamoxifeno.
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