Sangramento Pós-Menopausa: Investigação de Endométrio Espessado

Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2026

Enunciado

Mulher de 51 anos, pós-menopausa há 3 anos, apresenta sangramento vaginal recorrente. Exame especular: endométrio espessado em ultrassonografia transvaginal (9 mm). Qual a conduta inicial mais adequada?

Alternativas

  1. A) Realizar histeroscopia com biópsia endometrial.
  2. B) Acompanhar com ultrassonografia semestral.
  3. C) Prescrever terapia hormonal isolada.
  4. D) Solicitar apenas dosagem de hormônios sexuais.

Pérola Clínica

Sangramento na pós-menopausa + Endométrio > 4mm → Investigação histopatológica (Histeroscopia/Biópsia).

Resumo-Chave

Qualquer sangramento vaginal na pós-menopausa deve ser investigado. Um eco endometrial ≥ 4-5 mm na ultrassonografia transvaginal exige avaliação histológica para excluir malignidade.

Contexto Educacional

O sangramento pós-menopausal é o sinal clínico mais comum do câncer de endométrio, ocorrendo em cerca de 90% das mulheres com a doença. Embora a causa mais frequente de sangramento nessa faixa etária seja a atrofia endometrial ou vaginal, a exclusão de neoplasia é a prioridade absoluta. A ultrassonografia transvaginal serve como triagem inicial; no entanto, diante de um endométrio espessado (neste caso, 9 mm), a avaliação histopatológica torna-se imperativa. A histeroscopia com biópsia é considerada o padrão-ouro por permitir identificar tanto hiperplasias quanto carcinomas, além de tratar patologias benignas como pólipos.

Perguntas Frequentes

Qual o ponto de corte da espessura endometrial na pós-menopausa?

Em pacientes com sangramento vaginal, um endométrio ≤ 4 mm possui um alto valor preditivo negativo para câncer de endométrio (cerca de 99%). Se a espessura for > 4 mm, a investigação com biópsia ou histeroscopia é obrigatória. Em pacientes assintomáticas, o ponto de corte é mais controverso, geralmente adotando-se 8-11 mm.

Por que a histeroscopia é preferível à curetagem uterina?

A histeroscopia permite a visualização direta da cavidade uterina e a realização de biópsias dirigidas de lesões focais (como pólipos ou áreas suspeitas), apresentando maior sensibilidade e especificidade do que a curetagem às cegas ou a biópsia por aspiração (Pipelle) em casos de patologia focal.

Quais os principais fatores de risco para câncer de endométrio?

Os principais fatores incluem exposição estrogênica sem oposição da progesterona (obesidade, anovulação crônica, terapia hormonal só com estrogênio), menarca precoce, menopausa tardia, nuliparidade, diabetes mellitus e Síndrome de Lynch.

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