FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2025
Paciente de 54 anos, menopausada aos 49 anos, nega uso de Terapia Hormonal, apresentou 2 episódios de sangramento vaginal no último mês. Qual das alternativas abaixo está incorreta?
Sangramento pós-menopausa = Câncer de endométrio até prova em contrário, mas a causa mais comum é atrofia.
Todo sangramento na pós-menopausa exige investigação para excluir malignidade, principalmente câncer de endométrio. A ultrassonografia transvaginal é o primeiro passo para avaliar a espessura endometrial, guiando a necessidade de biópsia.
O sangramento na pós-menopausa é definido como qualquer sangramento uterino que ocorre um ano ou mais após a cessação da menstruação. É uma queixa ginecológica de grande importância clínica, pois, embora a maioria dos casos seja de origem benigna (principalmente por atrofia endometrial), cerca de 10% estão associados ao câncer de endométrio, sendo mandatório investigá-lo. A avaliação inicial começa com anamnese e exame físico, seguida pela ultrassonografia transvaginal (USTV). A USTV é um método não invasivo crucial para medir a espessura do eco endometrial. Um endométrio com espessura inferior a 4-5 mm em uma mulher na pós-menopausa com sangramento tem um alto valor preditivo negativo para câncer de endométrio. Se o endométrio estiver espessado (>4-5 mm) ou se o sangramento for recorrente, a investigação prossegue com a avaliação histopatológica. A histeroscopia com biópsia dirigida é o padrão-ouro, pois permite a visualização direta da cavidade uterina e a coleta de material de áreas suspeitas, superando a curetagem uterina às cegas em acurácia. O tratamento é direcionado à causa subjacente.
A causa mais comum é a atrofia endometrial/vaginal, devido à queda dos níveis de estrogênio. No entanto, a principal preocupação é sempre excluir o câncer de endométrio, que ocorre em cerca de 10% dos casos.
A conduta inicial é realizar uma ultrassonografia transvaginal para medir a espessura do eco endometrial. Um endométrio fino (<4-5 mm) torna o câncer improvável, enquanto um endométrio espessado (>4-5 mm) indica a necessidade de investigação histopatológica, geralmente por histeroscopia com biópsia.
A diferenciação definitiva é histopatológica. Na ultrassonografia, o pólipo geralmente aparece como uma imagem ecogênica bem delimitada, enquanto o câncer pode se apresentar como um espessamento difuso e heterogêneo. A histeroscopia permite a visualização direta e biópsia dirigida, sendo o padrão-ouro.
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