FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2025
Mulher, 59 anos, já não menstruava há 4 anos, entretanto, há cerca de um mês, apresentou sangramento vaginal em pequena quantidade. Nega terapia hormonal. Ao exame ginecológico, apresenta atrofia da mucosa vaginal. Ultrassonografia transvaginal: endométrio de 11 mm. Qual(is) é(são) a(s) melhor(es) conduta(s)?
Sangramento pós-menopausa + endométrio > 4-5mm (sem TH) → investigar câncer endometrial (histeroscopia + biópsia).
Qualquer sangramento vaginal após a menopausa é um sinal de alerta e deve ser investigado para excluir malignidade endometrial, especialmente quando a ultrassonografia transvaginal revela espessamento endometrial significativo (geralmente > 4-5 mm em mulheres sem terapia hormonal).
O sangramento vaginal após a menopausa é um sintoma que nunca deve ser ignorado e sempre exige investigação rigorosa, pois é o principal sinal de alerta para o câncer de endométrio. A menopausa é definida como 12 meses consecutivos de amenorreia. No caso apresentado, a paciente está na pós-menopausa há 4 anos e nega terapia hormonal, o que torna o sangramento ainda mais preocupante. A ultrassonografia transvaginal é o método inicial de escolha para avaliar o endométrio. Em mulheres pós-menopausa sem terapia hormonal, um endométrio com espessura superior a 4-5 mm é considerado anormal e requer investigação adicional. Com um endométrio de 11 mm, a probabilidade de hiperplasia endometrial ou câncer é significativamente aumentada, apesar da atrofia vaginal que pode coexistir. A conduta mais apropriada é a histeroscopia com biópsia dirigida. Este procedimento permite a visualização direta da cavidade uterina, identificação de lesões focais e coleta de amostras de tecido para análise histopatológica, sendo o padrão-ouro para o diagnóstico de patologias endometriais malignas e pré-malignas. O tratamento com estrogênio vaginal ou progesterona não seria adequado antes de excluir uma malignidade.
O sangramento pós-menopausa é um sintoma que deve ser sempre investigado, pois é o principal sinal de alerta para câncer de endométrio, que é o câncer ginecológico mais comum em mulheres após a menopausa.
Em mulheres pós-menopausa que não fazem terapia hormonal, um endométrio com espessura maior que 4-5 mm na ultrassonografia transvaginal é considerado espessado e requer investigação adicional, como histeroscopia com biópsia.
A histeroscopia permite a visualização direta da cavidade uterina e a biópsia dirigida de áreas suspeitas, sendo o método mais preciso para diagnosticar ou excluir hiperplasia endometrial e câncer de endométrio, que são as principais preocupações diante de sangramento pós-menopausa e endométrio espessado.
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