UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2026
Mulher de 59 anos, GIIIPIII, menopausada há 10 anos, apresenta sangramento vaginal há uma semana. É hipertensa e tem Índice de Massa Corporal (IMC) de 32 kg/m². Ao exame ginecológico apresenta colo atrófico e útero levemente aumentado. A ultrassonografia transvaginal mostra espessamento endometrial de 15 mm. Diante desse quadro, o médico deve:
Sangramento pós-menopausa + Endométrio > 4-5mm → Investigação histopatológica obrigatória.
Em mulheres na pós-menopausa com sangramento vaginal, um espessamento endometrial ≥ 4-5 mm na USG exige biópsia para excluir malignidade, especialmente em pacientes obesas.
O sangramento uterino anormal na pós-menopausa é um sinal de alerta que deve sempre ser investigado para excluir o câncer de endométrio, que ocorre em cerca de 10% dessas pacientes. A ultrassonografia transvaginal é o exame de triagem inicial. Quando o endométrio se apresenta espessado (geralmente > 4 mm em sintomáticas), a avaliação histológica torna-se mandatória. A histeroscopia com biópsia é considerada o padrão-ouro, pois permite identificar patologias focais que poderiam passar despercebidas em biópsias por aspiração ou curetagens. Fatores de risco como obesidade, hipertensão e nuliparidade aumentam a suspeição clínica para neoplasias endometriais.
Em pacientes com sangramento vaginal, o ponto de corte clássico é de 4 a 5 mm. Valores acima disso exigem avaliação histopatológica. Em pacientes assintomáticas, o ponto de corte é mais controverso, geralmente considerado acima de 8-11 mm.
A obesidade leva à conversão periférica de androgênios em estrogênios (estrona) pelo tecido adiposo. Esse estado de hiperestrogenismo sem oposição da progesterona causa proliferação endometrial crônica, aumentando o risco de hiperplasias e adenocarcinoma.
A histeroscopia permite a visualização direta da cavidade uterina, identificando lesões focais (como pólipos ou miomas submucosos) e permitindo biópsias dirigidas, o que aumenta significativamente a acurácia diagnóstica em comparação com métodos cegos.
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