UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2015
Paciente 62 anos, diabética, hipertensa, menopausada há 15 anos em uso de terapia hormonal combinada, apresentou sangramento vaginal por 40 dias contínuos e algomenorreia, sem repercussão hemodinâmica. Após investigação propedêutica ultrassonográfica, detectou-se endométrio medindo 10 mm de espessura. Qual a conduta mais adequada?
Sangramento pós-menopausa + endométrio espessado → histeroscopia com biópsia para excluir malignidade.
Qualquer sangramento vaginal após a menopausa é um sinal de alerta e exige investigação rigorosa para excluir patologias endometriais, incluindo câncer. A ultrassonografia transvaginal é o primeiro passo, mas com endométrio espessado (especialmente > 4-5 mm sem TH ou > 8 mm com TH), a histeroscopia com biópsia dirigida é a conduta mais adequada.
O sangramento uterino anormal em mulheres na pós-menopausa é um sintoma que exige investigação imediata e rigorosa. Embora possa ter causas benignas, como atrofia endometrial ou pólipos, é fundamental descartar condições malignas, principalmente o câncer de endométrio. A incidência de câncer de endométrio aumenta com a idade, e o sangramento é o sintoma mais comum, presente em cerca de 90% dos casos. A investigação inicial geralmente envolve a ultrassonografia transvaginal para avaliar a espessura endometrial. Em mulheres pós-menopausa sem terapia hormonal, uma espessura endometrial superior a 4-5 mm é considerada anormal e requer biópsia. Em pacientes em uso de terapia hormonal combinada, o limite pode ser estendido para 8 mm, mas sangramento persistente ou irregular com qualquer espessura suspeita ainda justifica investigação. A presença de algomenorreia (dor pélvica) associada ao sangramento pode indicar uma patologia mais invasiva ou obstrutiva. Diante de um endométrio espessado e sangramento pós-menopausa, a histeroscopia diagnóstica com biópsia dirigida é o padrão ouro. Este procedimento permite a visualização direta de lesões focais, como pólipos ou áreas de hiperplasia/câncer, e a obtenção de amostras precisas para análise histopatológica, garantindo um diagnóstico definitivo e orientando a conduta terapêutica mais adequada, que pode variar de tratamento hormonal a histerectomia.
O sangramento vaginal pós-menopausa é um sintoma de alerta que deve ser sempre investigado, pois pode ser o primeiro sinal de patologias endometriais graves, como hiperplasia endometrial ou câncer de endométrio, que exigem diagnóstico e tratamento precoces.
Em mulheres pós-menopausa sem terapia hormonal, uma espessura endometrial de até 4-5 mm é geralmente considerada normal. Em mulheres em uso de terapia hormonal combinada, esse limite pode ser um pouco maior, até 8 mm, mas qualquer sangramento anormal ainda requer investigação.
A histeroscopia diagnóstica permite a visualização direta da cavidade uterina e a realização de biópsias dirigidas de áreas suspeitas. Isso é superior à biópsia cega ou à ablação endometrial inicial, pois oferece um diagnóstico histopatológico preciso para guiar o tratamento, especialmente diante de um endométrio espessado e sangramento.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo