HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2022
Paciente de 56 anos, com menopausa aos 49 anos apresenta sangramento via vaginal há 2 meses e vem para consulta. Não usa terapia hormonal. Ela é hipertensa, fazendo uso de losartana 50 mg/dia e seu IMC é de 31,7 kg/m². Tem histórico de trombose venosa profunda. Ao exame especular não é visualizada lesão em colo ou vagina e no toque vaginal não se detecta massas ou dor. Assinale a alternativa CORRETA:
Sangramento pós-menopausa → sempre investigar com USG transvaginal para avaliar endométrio, mesmo com atrofia provável.
O sangramento pós-menopausa exige investigação com ultrassonografia transvaginal para avaliar o endométrio, independentemente dos fatores de risco ou da provável causa atrófica. A atrofia é comum, mas a malignidade deve ser excluída.
O sangramento pós-menopausa é uma queixa comum e sempre requer investigação, pois pode ser um sinal de condições benignas ou malignas. A epidemiologia mostra que a atrofia vaginal e endometrial é a causa mais frequente, mas o carcinoma endometrial é a preocupação mais séria. A idade da paciente, o tempo de menopausa e a presença de fatores de risco como obesidade (IMC > 30 kg/m²), hipertensão e diabetes são cruciais para a avaliação inicial, pois aumentam o risco de malignidade endometrial. A fisiopatologia do sangramento pós-menopausa pode variar desde a atrofia, onde a mucosa fina e friável sangra facilmente, até a hiperplasia e o carcinoma endometrial, que resultam da proliferação anormal do endométrio. A ultrassonografia transvaginal é o exame de imagem de primeira linha para avaliar a espessura endometrial. Se o endométrio for fino (geralmente < 4-5 mm), a atrofia é provável. Se for espessado, ou se o sangramento persistir, outras investigações como histeroscopia com biópsia são indicadas. O tratamento dependerá da causa subjacente. Para atrofia, estrogênio tópico pode ser eficaz. Para hiperplasia ou carcinoma, a conduta pode variar de progestágenos a cirurgia. É fundamental que residentes compreendam a importância de não negligenciar o sangramento pós-menopausa e de seguir um protocolo de investigação que priorize a exclusão de malignidade, garantindo o diagnóstico e tratamento oportunos.
A primeira linha de investigação para sangramento pós-menopausa é a ultrassonografia transvaginal, que permite avaliar a espessura e a morfologia do endométrio, além de identificar outras possíveis causas uterinas ou ovarianas.
Fatores como obesidade (IMC elevado), hipertensão, diabetes, uso de tamoxifeno e história familiar de câncer de endométrio aumentam o risco de malignidade e reforçam a necessidade de investigação rigorosa.
A atrofia vaginal e endometrial ocorre devido à deficiência estrogênica, tornando os tecidos mais finos, friáveis e propensos a microtraumas e sangramentos, mesmo sem espessamento endometrial significativo.
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