UNIRG Revalida - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2022
Em consulta de rotina, mulher na pósmenopausa queixa-se de sangramento uterino. A última ocorrência menstrual tinha sido há 5 anos e não apresentava sintomas climatéricos. Última colpocitologia oncótica foi realizada há 15 anos. Não havia alterações no exame físico ginecológico.A respeito dos sangramentos na pós-menopausa, assinale a afirmativa correta.
Papanicolau é essencial para rastreio cervical, mas tem baixa sensibilidade para câncer de endométrio em sangramento pós-menopausa.
O Papanicolau é fundamental para rastreamento de câncer de colo uterino, mas não é o método de escolha para investigar sangramento uterino pós-menopausa, pois sua sensibilidade para detectar patologias endometriais, incluindo câncer, é limitada.
O sangramento uterino na pós-menopausa é um sintoma que exige atenção e investigação, pois pode indicar desde condições benignas, como a vaginite atrófica, até malignidades como o carcinoma endometrial. A epidemiologia mostra que a atrofia é a causa mais comum, mas a exclusão de câncer é primordial. A importância clínica reside na necessidade de um diagnóstico preciso para um manejo adequado, evitando atrasos no tratamento de condições graves. A fisiopatologia do sangramento pós-menopausa pode envolver a atrofia tecidual por deficiência estrogênica, pólipos endometriais ou cervicais, hiperplasia endometrial e carcinoma. O Papanicolau, embora essencial para o rastreamento do câncer de colo uterino, possui baixa sensibilidade para detectar patologias endometriais. Portanto, não é o exame de escolha para investigar sangramento uterino pós-menopausa. A ultrassonografia transvaginal é o método inicial para avaliar a espessura endometrial, e se houver espessamento ou persistência do sangramento, a histeroscopia com biópsia é indicada. O tratamento varia conforme a causa. Para vaginite atrófica, estrogênio tópico é uma opção segura e eficaz. Para patologias endometriais, a conduta pode incluir progestágenos ou cirurgia. É crucial que o residente compreenda as limitações de cada método diagnóstico e a sequência correta de investigação para garantir a segurança da paciente e o diagnóstico precoce de condições potencialmente fatais.
A principal limitação é sua baixa sensibilidade para detectar patologias endometriais, incluindo hiperplasia e câncer. O Papanicolau coleta células do colo uterino, não do endométrio, tornando-o ineficaz para a maioria das causas de sangramento uterino pós-menopausa.
A ultrassonografia transvaginal é o exame de primeira linha, pois permite avaliar a espessura e a morfologia do endométrio, direcionando a necessidade de biópsia ou histeroscopia se houver espessamento.
A vaginite atrófica é uma causa comum de sangramento pós-menopausa, especialmente quando o exame físico revela atrofia vaginal e o ultrassom transvaginal mostra um endométrio fino (abaixo de 4-5 mm).
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