HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2021
Dulce, 75 anos de idade, menopausada há 20 anos, em seguimento ambulatorial, queixa-se de sangramento vaginal. Ao exame clínico: bom estado geral, frequência cardíaca = 74 batimentos/minuto, pressão arterial = 140 x 90 mmHg. Genitais sem alterações. Vagina pérvia para espéculo pequeno, mucosa vaginal e colo uterino atrófico, orifício do colo puntiforme, sem secreções patológicas ou lesões visualizadas. Sangramento em mínima quantidade em fundo de saco posterior. Toque vaginal: colo impérvio, útero palpável 3cm acima da sínfise púbica, anexos não palpáveis. Qual deve ser a conduta neste caso?
Sangramento vaginal pós-menopausa → Sempre investigar câncer de endométrio; histeroscopia com biópsia é padrão-ouro.
Qualquer sangramento vaginal após a menopausa deve ser investigado para excluir malignidade, principalmente câncer de endométrio. Embora a atrofia vaginal seja uma causa comum, a histeroscopia com biópsia é o método mais preciso para avaliação endometrial e diagnóstico definitivo.
Sangramento vaginal pós-menopausa é definido como qualquer sangramento que ocorre 12 meses ou mais após a última menstruação. É um sintoma que nunca deve ser ignorado, pois, embora a causa mais comum seja a atrofia vaginal ou endometrial, é um sinal de alerta para câncer de endométrio em até 10-15% dos casos. A epidemiologia mostra que o câncer de endométrio é o câncer ginecológico mais comum em países desenvolvidos. A investigação inicia-se com uma anamnese detalhada e exame físico. A ultrassonografia transvaginal é a ferramenta inicial para avaliar a espessura endometrial. Um endométrio com espessura maior que 4-5 mm em uma mulher pós-menopausa com sangramento é considerado anormal e requer investigação adicional. No entanto, mesmo com endométrio fino, a biópsia pode ser necessária se a suspeita clínica for alta. A histeroscopia com biópsia endometrial é o padrão-ouro para o diagnóstico definitivo, pois permite a visualização direta da cavidade uterina e a coleta de amostras direcionadas para análise histopatológica. Outras causas incluem pólipos endometriais, hiperplasia endometrial, miomas submucosos e, menos frequentemente, câncer cervical ou vaginal. A citologia oncótica e a colposcopia são importantes para rastreamento de câncer cervical, mas não são a primeira linha para investigação de sangramento pós-menopausa de origem uterina.
A principal preocupação é o câncer de endométrio, que deve ser descartado em todos os casos de sangramento vaginal após a menopausa, mesmo que em pequena quantidade.
A ultrassonografia transvaginal é a primeira linha de investigação para avaliar a espessura endometrial. Um endométrio > 4-5 mm em mulheres pós-menopausa com sangramento é um indicativo para prosseguir com a biópsia.
A histeroscopia permite a visualização direta da cavidade uterina e a biópsia dirigida de qualquer área suspeita, oferecendo a maior precisão diagnóstica para lesões endometriais, incluindo o câncer.
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