UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2023
Mulher de 54 anos, G1P1A0 (1 parto vaginal), busca sua Unidade de Atenção Primária para atendimento relatando hipertensão arterial e dislipidemia. A última menstruação ocorreu há cerca de três anos e, no momento, queixa-se de fogachos, dispareunia e ressecamento vaginal. Está em uso de isoflavona de soja 150mg/dia com significativa melhora dos sintomas. Há três meses, apresentou sangramento vaginal observado em duas ocasiões. Nega dor pélvica ou sintomatologia urinária. Nesse atendimento, a médica deve:
Sangramento vaginal pós-menopausa SEMPRE exige investigação para excluir neoplasia endometrial.
Qualquer sangramento vaginal que ocorra após a menopausa (definida como 12 meses consecutivos de amenorreia) deve ser considerado um sinal de alerta e investigado para excluir patologias graves, como o câncer de endométrio, mesmo que a paciente esteja em uso de fitoterápicos ou TRH. A isoflavona de soja, embora fitoterápica, pode ter efeitos estrogênicos.
O sangramento vaginal pós-menopausa é um sintoma que sempre exige investigação rigorosa, pois pode ser o primeiro sinal de uma patologia endometrial grave, incluindo o câncer de endométrio. A menopausa é definida como 12 meses consecutivos de amenorreia, e qualquer sangramento após esse período, mesmo que mínimo ou esporádico, não deve ser subestimado. A incidência de câncer de endométrio aumenta com a idade, sendo mais comum em mulheres pós-menopausa. A investigação inicial geralmente inclui um exame físico completo, com especuloscopia para identificar a origem do sangramento, e uma ultrassonografia transvaginal para avaliar a espessura endometrial. Um endométrio espessado (geralmente > 4-5 mm em mulheres pós-menopausa sem TRH) é um forte indicativo para prosseguir com a investigação. Mesmo em uso de isoflavona de soja, que possui atividade estrogênica fraca, o sangramento não deve ser considerado autolimitado ou benigno sem exclusão de malignidade. A histeroscopia diagnóstica com biópsia endometrial é o método padrão-ouro para a avaliação do endométrio e o diagnóstico definitivo de neoplasias. Ela permite a visualização direta da cavidade uterina e a coleta de amostras de áreas suspeitas para análise histopatológica. A conduta correta é sempre solicitar essa investigação para descartar uma possível neoplasia, garantindo um diagnóstico precoce e um tratamento adequado.
A conduta inicial é sempre investigar a causa, pois sangramento pós-menopausa é um sinal de alerta para neoplasia endometrial. Deve-se realizar exame físico completo, ultrassonografia transvaginal para avaliar o endométrio e, se necessário, histeroscopia com biópsia.
A histeroscopia diagnóstica permite a visualização direta da cavidade uterina e a realização de biópsia dirigida de áreas suspeitas, sendo o padrão-ouro para o diagnóstico de patologias endometriais, incluindo o câncer.
Embora a isoflavona de soja seja um fitoestrogênio e possa ter efeitos estrogênicos leves, qualquer sangramento pós-menopausa, independentemente do uso de suplementos, deve ser investigado para excluir causas mais graves, como o câncer de endométrio.
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