Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2020
Paciente de 54 anos, menopausa há 17 meses, tem queixa de corrimento vaginal serossanguinolento há um mês. O exame ginecológico revela atrofia genital, com petéquias na vagina. O laudo citopatologico de esfregaço cervical é: ""Inflamatório acentuado com atrofia; presença de células endometriais"". Está indicado:
Sangramento pós-menopausa + células endometriais no citopatológico → Investigar cavidade uterina (histeroscopia + biópsia).
A presença de células endometriais em um citopatológico de paciente pós-menopausa, especialmente com sangramento vaginal, é um achado que exige investigação da cavidade uterina para excluir patologias como hiperplasia endometrial ou câncer de endométrio, mesmo na presença de atrofia.
O sangramento pós-menopausa é um sintoma que sempre deve ser investigado, pois pode ser o primeiro sinal de patologias graves, como o câncer de endométrio. A menopausa é definida como 12 meses consecutivos de amenorreia, e qualquer sangramento após esse período é considerado anormal. A incidência de câncer de endométrio aumenta com a idade, tornando a investigação rigorosa essencial. No caso de corrimento serossanguinolento e a presença de células endometriais no citopatológico em uma paciente pós-menopausa, a investigação da cavidade uterina é imperativa. Mesmo que a atrofia genital seja evidente, a presença de células endometriais no esfregaço cervical não pode ser ignorada, pois indica que há células do endométrio descamando, o que é anormal em mulheres pós-menopausa sem terapia hormonal. A investigação geralmente começa com ultrassonografia transvaginal para avaliar a espessura endometrial. Se o endométrio estiver espessado (>4-5 mm) ou se houver qualquer suspeita, a histeroscopia com biópsia dirigida é o padrão-ouro para o diagnóstico definitivo. Para residentes, é crucial memorizar que sangramento pós-menopausa com células endometriais no citopatológico nunca deve ser subestimado e sempre requer investigação invasiva.
A presença de células endometriais em mulheres pós-menopausa, especialmente com sangramento, é um sinal de alerta para patologias endometriais, incluindo hiperplasia e câncer, e requer investigação aprofundada para exclusão de malignidade.
A conduta inicial é investigar a cavidade uterina, geralmente por ultrassonografia transvaginal para avaliar o endométrio, seguida de histeroscopia com biópsia endometrial se houver espessamento ou outros achados suspeitos.
As causas mais comuns incluem atrofia vaginal/endometrial, pólipos endometriais, hiperplasia endometrial e câncer de endométrio. A investigação é fundamental para diferenciar condições benignas de malignas e garantir o tratamento adequado.
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