UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2015
Paciente de 65 anos, cuja menopausa ocorreu há dez anos, compareceu à consulta referindo discretos e eventuais episódios de sangramentos vaginais. Ela nega terapia de reposição hormonal. O exame físico ginecológico e a citologia oncótica não mostraram alterações significativas. Assim, a propedêutica fundamental para afastar lesão maligna endometrial é:
Sangramento pós-menopausa (SPM) sem TRH → Sempre investigar malignidade endometrial. USG transvaginal para espessura endometrial + Histeroscopia com biópsia são fundamentais.
Sangramento pós-menopausa é um sinal de alerta para malignidade endometrial e deve ser sempre investigado, mesmo que discreto. A ultrassonografia ginecológica (transvaginal) para avaliar a espessura endometrial e a histeroscopia com biópsia dirigida são os métodos propedêuticos fundamentais para afastar lesão maligna.
O sangramento pós-menopausa (SPM) é um sintoma que nunca deve ser ignorado, pois é o principal sinal de alerta para o câncer de endométrio, a neoplasia ginecológica mais comum em países desenvolvidos. Mesmo episódios discretos e eventuais, como os relatados pela paciente, exigem uma investigação completa para afastar malignidade, especialmente em mulheres que não fazem terapia de reposição hormonal (TRH). A propedêutica inicial inclui uma anamnese detalhada e exame físico ginecológico. No entanto, a citologia oncótica (Papanicolau) tem baixa sensibilidade para detectar lesões endometriais e, se normal, não exclui a necessidade de investigação adicional. A ultrassonografia ginecológica transvaginal é o primeiro passo crucial, pois permite avaliar a espessura endometrial. Um endométrio com espessura maior que 4-5 mm em mulheres pós-menopausa sem TRH é considerado anormal e indica a necessidade de prosseguir com a investigação. A histeroscopia com biópsia dirigida é o padrão-ouro para o diagnóstico definitivo. Este procedimento permite a visualização direta da cavidade uterina, identificando pólipos, miomas submucosos, hiperplasias ou áreas suspeitas de câncer, e a coleta de amostras de tecido para análise histopatológica. A combinação da ultrassonografia (para triagem) e da histeroscopia com biópsia (para diagnóstico) é a abordagem mais eficaz para afastar ou confirmar lesões malignas endometriais.
Qualquer sangramento vaginal após a menopausa, na ausência de terapia de reposição hormonal, deve ser considerado maligno até prova em contrário, sendo o câncer de endométrio a principal preocupação.
A USG transvaginal avalia a espessura do endométrio. Um endométrio > 4-5 mm em mulheres pós-menopausa sem TRH é um sinal de alerta e indica a necessidade de investigação adicional.
A histeroscopia permite a visualização direta da cavidade uterina e a realização de biópsias dirigidas de áreas suspeitas, sendo o padrão-ouro para o diagnóstico histopatológico de lesões endometriais, incluindo o câncer.
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