INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Uma mulher com 60 anos, cuja menopausa ocorreu há 8 anos, G2P2, procura a unidade de saúde queixando-se de ter apresentado três episódios de sangramento transvaginal de pequena quantidade nos últimos 2 meses. O exame citopatológico do colo uterino realizado há 6 meses apresentou células escamosas e glandulares e foi negativo para neoplasias. A história patológica pregressa da paciente incluía apenas dislipidemia. O resultado do exame de ecografia transvaginal evidenciou endométrio irregular com 8 mm de espessura. O IMC era de 32 e o exame do abdome e pelve normal. Para condução desse caso, o médico deve
Sangramento pós-menopausa + endométrio > 4-5mm → Investigar câncer de endométrio com histeroscopia.
Qualquer sangramento transvaginal após a menopausa é um sinal de alerta e deve ser investigado para excluir patologias endometriais, principalmente câncer. Um endométrio com 8 mm de espessura em uma mulher pós-menopausa é considerado espessado e requer avaliação invasiva.
O sangramento transvaginal pós-menopausa é um sintoma que exige investigação rigorosa, pois pode ser a manifestação inicial de patologias endometriais graves, incluindo o câncer de endométrio. A incidência de câncer de endométrio aumenta com a idade, e fatores de risco como obesidade (IMC 32 no caso), nuliparidade, diabetes e uso de tamoxifeno são relevantes. A paciente do caso, com 60 anos e IMC elevado, apresenta fatores de risco adicionais. A avaliação inicial de um sangramento pós-menopausa geralmente inclui a ultrassonografia transvaginal para avaliar a espessura endometrial. Um endométrio com 8 mm em uma mulher pós-menopausa é considerado espessado e altamente suspeito, superando o limite de 4-5 mm que geralmente indica a necessidade de investigação. O citopatológico cervical negativo não exclui patologia endometrial, pois avalia o colo uterino e não o endométrio. A histeroscopia diagnóstica com biópsia endometrial é o método de escolha para aprofundar a investigação. Ela permite a visualização direta da cavidade uterina, identificação de lesões focais (pólipos, miomas submucosos) ou difusas, e a coleta de material para análise histopatológica, que é essencial para o diagnóstico definitivo de hiperplasia ou câncer de endométrio. A histerectomia total com anexectomia bilateral seria uma conduta cirúrgica, indicada após a confirmação histopatológica de malignidade, e não como primeira abordagem diagnóstica.
O sangramento pós-menopausa é sempre anormal e deve ser investigado, pois pode ser o único sinal de câncer de endométrio em até 10% dos casos. Outras causas incluem atrofia endometrial ou vaginal, pólipos endometriais ou miomas.
Em mulheres pós-menopausa sem terapia hormonal, uma espessura endometrial de até 4-5 mm na ultrassonografia transvaginal é geralmente considerada normal. Valores acima disso, como 8 mm no caso, são suspeitos e indicam a necessidade de investigação adicional.
A histeroscopia permite a visualização direta da cavidade uterina e a realização de biópsias direcionadas de áreas suspeitas, o que é superior à biópsia cega. É o padrão-ouro para o diagnóstico de patologias endometriais, incluindo câncer e pólipos.
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