UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2020
O Sangramento genital feminino tem sua importância em todas as fases do ciclo reprodutivo da mulher. Na menopausa, tem sua conotação fisiológica e patológica. Paciente de 67 anos, menopausada, apresenta sangramento vaginal. Ao ultrassom endovaginal, evidenciou-se espessamento endometrial focal de 18 mm. Neste caso, está indicado(a):
Sangramento pós-menopausa + espessamento endometrial focal > 4mm → Histeroscopia com biópsia para excluir malignidade.
Em pacientes menopausadas com sangramento vaginal, qualquer espessamento endometrial, especialmente focal e > 4mm, é um sinal de alerta para patologia endometrial, incluindo câncer. A histeroscopia com biópsia permite a visualização direta e coleta de material para diagnóstico histopatológico preciso.
O sangramento pós-menopausa é um sintoma que sempre deve ser investigado, pois, embora muitas vezes benigno (como atrofia endometrial), pode ser o primeiro sinal de câncer de endométrio. A incidência de câncer de endométrio aumenta com a idade, e a menopausa é um período crítico para a detecção precoce. A avaliação inicial geralmente envolve o ultrassom transvaginal para medir o espessamento endometrial. Um espessamento endometrial acima de 4-5 mm em mulheres pós-menopausa é considerado anormal e requer investigação aprofundada. A histeroscopia com biópsia é o método diagnóstico de escolha, pois permite a visualização direta da cavidade uterina, identificação de lesões focais (como pólipos ou áreas de hiperplasia/câncer) e a coleta de amostras direcionadas para análise histopatológica, garantindo um diagnóstico preciso. O tratamento dependerá do diagnóstico histopatológico. Se for atrofia, pode-se considerar estrogênio local. Para hiperplasia, progesterona ou histerectomia, dependendo do tipo e atipias. Em caso de câncer, a histerectomia com salpingo-ooforectomia bilateral é o tratamento padrão. É crucial não iniciar terapia hormonal sem antes excluir patologia maligna.
Espessamento endometrial em mulheres pós-menopausa, especialmente acima de 4-5 mm, é um sinal de alerta para patologias endometriais, incluindo hiperplasia e câncer de endométrio, e requer investigação.
A conduta inicial é a investigação diagnóstica, sendo a histeroscopia com biópsia o método padrão-ouro para avaliar a cavidade endometrial e obter amostras para análise histopatológica.
As principais causas incluem atrofia endometrial (mais comum), pólipos endometriais, hiperplasia endometrial e câncer de endométrio. A investigação é crucial para diferenciar condições benignas de malignas.
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