UNIRIO/HUGG - Hospital Universitário Gaffrée e Guinle - Rio de Janeiro (RJ) — Prova 2021
Mulher, 60 anos, atendida com sangramento genital leve há uma semana. Menopausa aos 49 anos. Hipertensa controlada com medicamentos. Nega cirurgias prévias. Três filhos de parto vaginal. Exame clínico normal exceto pelo sangramento vaginal leve. IMC: 24,8 Kg/m². Preventivo negativo, com processo inflamatório acentuado. Qual a conduta inicial?
Sangramento pós-menopausa → USG transvaginal para avaliar endométrio.
Sangramento pós-menopausa é sempre um sinal de alerta e exige investigação imediata para excluir patologias malignas. A ultrassonografia transvaginal é o método de escolha inicial para avaliar a espessura endometrial e a presença de outras alterações uterinas ou anexiais.
O sangramento pós-menopausa é definido como qualquer sangramento vaginal que ocorre 12 meses ou mais após a última menstruação. É um sintoma que exige investigação imediata, pois, embora a maioria das causas seja benigna (como atrofia endometrial ou vaginal), cerca de 10% a 15% dos casos podem estar associados a câncer de endométrio, especialmente em mulheres mais velhas ou com fatores de risco. A prevalência de câncer de endométrio aumenta com a idade e fatores como obesidade, diabetes e uso de tamoxifeno. A fisiopatologia do sangramento pós-menopausa pode envolver a atrofia dos tecidos genitais devido à deficiência estrogênica, resultando em vasos sanguíneos frágeis e sangramento fácil. No entanto, a principal preocupação é a hiperplasia endometrial ou o câncer de endométrio, que surgem do crescimento anormal do revestimento uterino. O diagnóstico inicial é feito com ultrassonografia transvaginal para medir a espessura endometrial. Um endométrio fino (geralmente < 4-5 mm) sugere atrofia, enquanto um endométrio espessado requer biópsia para descartar malignidade. A conduta inicial para sangramento pós-menopausa é sempre a ultrassonografia transvaginal. Se o endométrio estiver espessado ou houver outras alterações suspeitas, a histeroscopia com biópsia endometrial dirigida é o próximo passo para obter um diagnóstico histopatológico definitivo. O tratamento dependerá do diagnóstico, variando de terapia hormonal local para atrofia a cirurgia, radioterapia e/ou quimioterapia para câncer. A vigilância é crucial para garantir que nenhuma patologia grave seja negligenciada.
As causas variam de atrofia vaginal/endometrial (mais comum) a hiperplasia endometrial e câncer de endométrio, que é a preocupação primária. Pólipos e miomas também podem causar sangramento.
A USG transvaginal é o exame de primeira linha para avaliar a espessura endometrial. Uma espessura > 4-5 mm em mulheres na pós-menopausa geralmente indica necessidade de biópsia.
A biópsia endometrial é indicada se a ultrassonografia transvaginal revelar espessamento endometrial (geralmente > 4-5 mm), presença de pólipos ou outras irregularidades, ou se o sangramento persistir apesar de um endométrio fino.
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