Sangramento Pós-Menopausa: Conduta em Espessamento Endometrial

HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2022

Enunciado

Mulher, 52 anos de idade, G1P1, menopausa aos 48 anos, apresentou dois episódios de sangramento vaginal. A ultrassonografia transvaginal demonstrou eco endometrial de 16mm. O achado da histeroscopia diagnóstica está representado na imagem abaixo. Nesse caso, qual a conduta MAIS INDICADA para essa paciente?

Alternativas

  1. A) Remoção histeroscópica da lesão.
  2. B) Dilatação e curetagem uterina.
  3. C) Histerectomia laparoscópica.
  4. D) Ablação endometrial.

Pérola Clínica

Sangramento pós-menopausa + eco endometrial > 4-5mm → investigar com histeroscopia e biópsia, lesão focal = remoção histeroscópica.

Resumo-Chave

Em mulheres pós-menopausa com sangramento vaginal e espessamento endometrial (eco > 4-5mm), a histeroscopia com biópsia é crucial para excluir malignidade. Se uma lesão focal, como um pólipo, é identificada, a remoção histeroscópica é a conduta mais adequada para diagnóstico e tratamento.

Contexto Educacional

O sangramento pós-menopausa é um sintoma que sempre exige investigação, pois pode ser o primeiro sinal de câncer de endométrio. A epidemiologia mostra que a maioria dos casos é benigna, mas a exclusão de malignidade é prioritária. O espessamento do eco endometrial na ultrassonografia transvaginal, especialmente acima de 4-5mm, é um achado que indica a necessidade de aprofundar a investigação. A fisiopatologia do sangramento pode envolver atrofia endometrial, pólipos, hiperplasias ou neoplasias. O diagnóstico diferencial é amplo, e a histeroscopia diagnóstica é o padrão-ouro para visualizar a cavidade uterina e direcionar a biópsia. Este procedimento permite identificar lesões focais e realizar sua remoção, sendo crucial para o diagnóstico histopatológico definitivo. A conduta terapêutica depende do diagnóstico. Para lesões focais benignas, como pólipos, a remoção histeroscópica é curativa. Em casos de hiperplasia, o tratamento pode variar de progestágenos a histerectomia, dependendo do tipo e da presença de atipias. O prognóstico é geralmente bom quando a patologia é identificada e tratada precocemente, reforçando a importância da investigação completa e direcionada.

Perguntas Frequentes

Qual o significado de eco endometrial espessado em pós-menopausa?

Um eco endometrial maior que 4-5mm em mulheres pós-menopausa com sangramento é um sinal de alerta para patologias endometriais, incluindo hiperplasia e câncer, exigindo investigação aprofundada.

Qual a vantagem da histeroscopia sobre a curetagem para lesões focais?

A histeroscopia permite a visualização direta da cavidade uterina e a remoção precisa de lesões focais, como pólipos, garantindo um diagnóstico mais acurado e tratamento completo, ao contrário da curetagem que é um procedimento cego.

Quando considerar histerectomia em sangramento pós-menopausa?

A histerectomia é geralmente reservada para casos de malignidade confirmada, hiperplasia atípica complexa refratária ou sangramento refratário a outras terapias, não sendo a primeira linha para lesões focais benignas.

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