UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2020
A.L.F., 57 anos, com história de pequeno sangramento pós-menopausa. Exame físico sem alterações. Fez uma ultrassonografia transvaginal que evidenciou um eco endometrial homogêneo medindo 2 mm. Qual o provável diagnóstico e a conduta mais adequada, respectivamente?
Sangramento pós-menopausa + eco endometrial < 4-5 mm → provável atrofia endometrial, conduta expectante.
Em mulheres pós-menopausa com sangramento vaginal e um eco endometrial fino (geralmente < 4-5 mm na ultrassonografia transvaginal), a causa mais provável é a atrofia endometrial. Nesses casos, a conduta inicial é o acompanhamento, pois o risco de malignidade é muito baixo.
O sangramento pós-menopausa (SPM) é um sintoma que sempre requer investigação, pois pode ser um sinal de malignidade endometrial. No entanto, a causa mais comum de SPM é a atrofia endometrial ou vaginal, uma condição benigna resultante da deficiência estrogênica. A ultrassonografia transvaginal é o método de imagem inicial para avaliar o endométrio. Um eco endometrial homogêneo e fino, medindo 2 mm como no caso apresentado, é altamente sugestivo de atrofia endometrial. As diretrizes geralmente consideram um ponto de corte de 4-5 mm para o eco endometrial em mulheres pós-menopausa: valores abaixo desse limite têm um valor preditivo negativo muito alto para câncer de endométrio. Diante de um eco endometrial tão fino e homogêneo, a conduta mais adequada é o acompanhamento clínico, pois o risco de câncer de endométrio é mínimo. Procedimentos invasivos como curetagem uterina ou biópsia endometrial são geralmente reservados para casos com eco endometrial mais espesso (≥ 4-5 mm) ou sangramento persistente/recorrente, mesmo com eco fino, para descartar hiperplasia ou malignidade.
A espessura do eco endometrial é um indicador crucial. Um eco endometrial < 4-5 mm na ultrassonografia transvaginal tem um alto valor preditivo negativo para câncer de endométrio, sugerindo atrofia como causa.
As causas mais comuns incluem atrofia endometrial ou vaginal, pólipos endometriais, hiperplasia endometrial e, menos frequentemente, câncer de endométrio.
Biópsia endometrial ou histeroscopia são indicadas quando o eco endometrial é ≥ 4-5 mm, ou em casos de sangramento persistente mesmo com eco fino, para excluir hiperplasia ou malignidade.
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