INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2020
Paciente de 74 anos, menopausa aos 54 anos, refere sangramento vaginal há 2 meses. Na ultrassonografia transvaginal observamos endométrio medindo 16mm. Qual a melhor conduta para este caso?
Sangramento pós-menopausa + endométrio > 4-5mm na USG → Histeroscopia com biópsia para excluir malignidade.
Em pacientes pós-menopausa com sangramento vaginal e espessamento endometrial significativo (> 4-5mm na USG transvaginal), a conduta padrão ouro é a histeroscopia com biópsia dirigida para investigar e excluir malignidade endometrial, como câncer ou hiperplasia atípica.
O sangramento vaginal pós-menopausa é um sintoma que nunca deve ser ignorado e sempre requer investigação. Embora a causa mais comum seja a atrofia endometrial, a principal preocupação é excluir o câncer de endométrio, que é o câncer ginecológico mais frequente em mulheres pós-menopausa. A idade da paciente (74 anos) e o histórico de menopausa aos 54 anos, associados ao sangramento, aumentam a suspeita de patologia endometrial. A ultrassonografia transvaginal é o primeiro exame a ser realizado para avaliar o endométrio. Um endométrio de 16mm em uma mulher pós-menopausa com sangramento é considerado significativamente espessado (o limite de normalidade geralmente é de 4-5mm). Diante desse achado, a conduta mais apropriada e padrão ouro é a histeroscopia com biópsia. A histeroscopia permite a visualização direta da cavidade uterina, identificando lesões focais como pólipos ou áreas de hiperplasia/câncer, e a realização de biópsias dirigidas, o que aumenta a acurácia diagnóstica em comparação com a curetagem uterina às cegas. Outras opções, como progestágenos, seriam inadequadas sem um diagnóstico histopatológico, pois poderiam mascarar uma malignidade. A ressonância magnética pode ser útil para estadiamento após o diagnóstico, mas não para a investigação inicial da causa do sangramento. A conduta expectante é inaceitável. Portanto, a histeroscopia com biópsia é essencial para um diagnóstico preciso e para guiar o tratamento adequado, garantindo a segurança da paciente e a exclusão de condições malignas.
Geralmente, um endométrio com espessura > 4-5 mm na ultrassonografia transvaginal em mulheres pós-menopausa com sangramento vaginal requer investigação.
A histeroscopia permite a visualização direta da cavidade uterina e a realização de biópsias dirigidas de áreas suspeitas, sendo o método mais preciso para diagnosticar câncer ou hiperplasia endometrial.
As causas incluem atrofia endometrial (mais comum), hiperplasia endometrial, pólipos endometriais, câncer de endométrio, atrofia vaginal e, menos frequentemente, causas cervicais ou exógenas.
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