UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2015
Paciente de 58 anos, G1P1, menopausada há cerca de 4 anos, relata sangramento vaginal há cerca de 15 dias de pequena quantidade. Nega uso de terapia hormonal com estrógeno e/ou progesterona. Ultrassonografia transvaginal, realizada após início do sangramento, mostra útero de 35 cm³, ovários atróficos e endométrio de 9 mm. Última colpocitologia oncológica, realizada há 6 meses, mostra células endocervicais e metaplasia imatura. Assinale a conduta inicial CORRETA:
Sangramento pós-menopausa + endométrio > 4-5 mm → Histeroscopia com biópsia para excluir malignidade.
Qualquer sangramento vaginal após a menopausa é considerado anormal e deve ser investigado para excluir patologias malignas, principalmente câncer de endométrio. Um endométrio de 9 mm em mulher pós-menopausa é um achado preocupante na ultrassonografia transvaginal, indicando a necessidade de investigação invasiva. A histeroscopia com biópsia dirigida é o método diagnóstico de escolha.
O sangramento pós-menopausa (SPM) é definido como qualquer sangramento vaginal que ocorre 12 meses após a última menstruação. É um sintoma comum, afetando cerca de 10% das mulheres pós-menopausa, e sua principal importância reside na necessidade de descartar câncer de endométrio, que é a malignidade ginecológica mais comum em mulheres após a menopausa. A investigação inicial do SPM geralmente inclui um exame físico completo, exame especular para identificar a origem do sangramento (cervical, vaginal, uretral) e uma ultrassonografia transvaginal para avaliar a espessura endometrial. Um endométrio com mais de 4-5 mm em mulheres pós-menopausa sem terapia hormonal é um achado preocupante. A citologia oncológica (Papanicolau) tem baixa sensibilidade para detectar câncer de endométrio e não é o método de escolha para sua investigação. A conduta definitiva para um endométrio espessado ou sangramento persistente é a histeroscopia com biópsia dirigida. Este procedimento permite a visualização direta da cavidade uterina e a coleta de amostras de tecido de áreas suspeitas, garantindo um diagnóstico preciso de hiperplasia endometrial (com ou sem atipias) ou carcinoma. O tratamento subsequente dependerá do diagnóstico histopatológico, podendo variar de acompanhamento a terapia hormonal ou histerectomia.
O sangramento pós-menopausa é um sintoma de alerta crucial, pois está associado a um risco aumentado de câncer de endométrio em até 10% dos casos. Por isso, exige investigação imediata e completa para excluir malignidade.
Na ultrassonografia transvaginal, um endométrio com espessura maior que 4-5 mm em mulheres pós-menopausa sem terapia hormonal é considerado anormal e requer investigação adicional. Em pacientes em TH, o limite pode ser um pouco maior, mas ainda exige atenção.
A histeroscopia permite a visualização direta da cavidade uterina e a realização de biópsias dirigidas de áreas suspeitas. Isso aumenta a acurácia diagnóstica em comparação com a biópsia cega ou curetagem, sendo o padrão-ouro para o diagnóstico de patologias endometriais, incluindo câncer.
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