Sangramento Pós-Menopausa: Diagnóstico e Manejo Inicial

IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2025

Enunciado

Paciente de 58 anos, apresentou sangramento pós menopausa e procurou seu ginecologista. Ao exame clínico foi observado pequeno sangramento escuro exteriorizando-se pelo orifício externo do colo, sem outras alterações. Qual a principal hipótese diagnóstica e qual exame complementar deve ser solicitado?

Alternativas

  1. A) Hiperplasia endometrial, ultrassonografia pélvica transvaginal.
  2. B) Câncer de endométrio, histeroscopia diagnóstica com biópsia.
  3. C) Endometrite crônica, cultura de secreção vaginal.
  4. D) Câncer de colo uterino, colposcopia com biópsia.
  5. E) Atrofia endometrial, ultrassonografia transvaginal.

Pérola Clínica

Sangramento pós-menopausa → principal causa é atrofia endometrial; USG transvaginal é o primeiro passo investigativo.

Resumo-Chave

A causa mais comum de sangramento pós-menopausa é a atrofia endometrial, não o câncer. A ultrassonografia transvaginal é o exame inicial para avaliar a espessura endometrial e guiar a necessidade de investigação invasiva, como a histeroscopia com biópsia.

Contexto Educacional

O sangramento pós-menopausa é definido como qualquer sangramento uterino que ocorre um ano ou mais após a cessação da menstruação. Embora seja um sintoma que sempre exige investigação para excluir malignidade, a causa mais comum, respondendo por 60-80% dos casos, é a atrofia endometrial ou vaginal devido ao hipoestrogenismo. A abordagem diagnóstica inicial é fundamental para diferenciar as causas benignas das potencialmente malignas. O primeiro exame a ser solicitado é a ultrassonografia pélvica transvaginal. Este método não invasivo avalia a espessura da linha endometrial. Um endométrio fino (≤ 4-5 mm) praticamente exclui a possibilidade de câncer de endométrio, tornando a atrofia o diagnóstico mais provável e, muitas vezes, encerrando a investigação. Se o endométrio estiver espessado (> 4-5 mm) ou se houver sangramento persistente, a investigação deve prosseguir com a avaliação histológica. O padrão-ouro é a histeroscopia diagnóstica com biópsia dirigida, que permite a visualização direta da cavidade uterina e a coleta de material para análise, confirmando ou descartando diagnósticos como hiperplasia endometrial ou carcinoma.

Perguntas Frequentes

Qual a espessura endometrial de corte na ultrassonografia para sangramento pós-menopausa?

Um endométrio com espessura de até 4-5 mm em uma paciente com sangramento pós-menopausa tem um alto valor preditivo negativo para câncer de endométrio, tornando a atrofia a causa mais provável. Acima desse valor, a investigação com biópsia é indicada.

Quando a histeroscopia com biópsia é indicada no sangramento pós-menopausa?

É indicada quando a ultrassonografia transvaginal revela espessamento endometrial (> 4-5 mm), lesões focais, ou se o sangramento persistir apesar de um endométrio fino. É o padrão-ouro para o diagnóstico histopatológico.

Como diferenciar as principais causas de sangramento pós-menopausa?

A diferenciação é entre causas benignas (atrofia, pólipos) e malignas (hiperplasia com atipias, câncer). A USG transvaginal é o primeiro passo para avaliar a espessura endometrial, seguida pela histeroscopia com biópsia para confirmação histológica nos casos suspeitos.

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