PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2022
Paciente de 60 anos vem à consulta na Unidade de Saúde relatando que voltou a menstruar após 10 anos de menopausa. Nega uso de hormônios. Ao exame físico, apresenta abdome globoso, indolor, sem massas palpáveis. Genitais externos com atrofia. Especular: mucosa hipotrófica e pequena quantidade de sangue em cavidade vaginal, colo sem lesões. Toque vaginal sem anormalidades. É solicitada ultrassonografia transvaginal que mostra um mioma intramural em parede posterior com 20 mm de diâmetro. O endométrio tem espessura de 7 mm.Assinale a alternativa CORRETA.
Sangramento pós-menopausa + endométrio > 4-5 mm (sem TH) → investigação histológica para câncer de endométrio.
Qualquer sangramento uterino após a menopausa, especialmente na ausência de terapia hormonal, deve ser investigado para excluir malignidade endometrial. A espessura endometrial de 7 mm em uma mulher pós-menopausa é considerada anormal e requer estudo histológico, mesmo na presença de um mioma.
O sangramento pós-menopausa (SPM) é definido como qualquer sangramento vaginal que ocorre 12 meses ou mais após a última menstruação. Embora a causa mais comum seja a atrofia endometrial ou vaginal, o SPM é um sinal de alerta crucial para o câncer de endométrio, que afeta cerca de 10% das mulheres com essa queixa. A investigação adequada é fundamental para o diagnóstico precoce e o melhor prognóstico. A avaliação inicial do SPM inclui um exame físico completo, especular e toque vaginal. A ultrassonografia transvaginal é o método de imagem de primeira linha para avaliar a espessura endometrial. Em mulheres pós-menopausa sem terapia hormonal, uma espessura endometrial superior a 4-5 mm é considerada anormal e requer investigação histológica. Mesmo com um mioma presente, a espessura endometrial de 7 mm neste caso é preocupante e não pode ser ignorada. A conduta padrão para espessamento endometrial ou SPM é o estudo histológico do endométrio, que pode ser realizado por biópsia endometrial ambulatorial (pipelle) ou histeroscopia com biópsia dirigida. A miomectomia ou histerectomia não são as condutas iniciais, pois o diagnóstico histológico é prioritário para guiar o tratamento. Tranquilizar a paciente sem investigação é um erro grave, pois pode atrasar o diagnóstico de uma malignidade.
A principal causa é a atrofia endometrial ou vaginal, mas a preocupação primária é sempre o câncer de endométrio, que deve ser descartado antes de qualquer outro diagnóstico.
Em mulheres pós-menopausa sem terapia hormonal, a espessura endometrial deve ser inferior a 4-5 mm. Valores acima disso, especialmente com sangramento, indicam necessidade de investigação histológica.
A biópsia endometrial é indicada em qualquer caso de sangramento pós-menopausa, independentemente da espessura endometrial, ou quando a ultrassonografia transvaginal revela espessamento endometrial acima dos limites de normalidade.
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