ENARE/ENAMED — Prova 2023
Uma paciente de 55 anos, com antecedente de menopausa aos 50 anos, refere que nunca usou terapia hormonal e faz tratamento de hipertensão e diabetes. Relata que, há cerca de um mês, apresentou sangramento vaginal em dois momentos diferentes, durando aproximadamente 2 dias cada episódio. Apresenta citopatológico com atrofia acentuada. Ultrassom transvaginal evidencia a presença de dois miomas intramurais de 0,7 e 1,3 cm respectivamente; volume uterino de 35 cm³; e endométrio de 11 mm. Ovários não foram visualizados. Diante desse caso, qual é a melhor conduta?
Sangramento pós-menopausa + endométrio > 4-5mm → Histeroscopia diagnóstica com biópsia para excluir malignidade.
Qualquer sangramento vaginal após a menopausa é considerado anormal e exige investigação para excluir malignidade endometrial. Um endométrio de 11 mm em uma mulher pós-menopausa é altamente suspeito e a histeroscopia diagnóstica com biópsia é o padrão-ouro para avaliar a cavidade uterina e obter material para histopatologia.
O sangramento pós-menopausa é uma queixa ginecológica comum e de extrema importância clínica, pois até 10% dos casos podem estar associados a câncer de endométrio. A menopausa é definida como 12 meses consecutivos de amenorreia, e qualquer sangramento após esse período é considerado anormal. A investigação rigorosa é imperativa para excluir malignidade e outras patologias. A avaliação inicial inclui anamnese detalhada, exame físico e ultrassonografia transvaginal para avaliar a espessura endometrial. Em mulheres pós-menopausa sem terapia hormonal, um endométrio com espessura superior a 4-5 mm é altamente suspeito. No caso apresentado, 11 mm é um achado alarmante. Embora miomas sejam comuns, miomas intramurais pequenos raramente causam sangramento pós-menopausa, e a atrofia citopatológica não exclui patologia endometrial. A histeroscopia diagnóstica com biópsia dirigida é o padrão-ouro para investigar o sangramento pós-menopausa com espessamento endometrial. Ela permite a visualização direta da cavidade uterina, a identificação de lesões focais (pólipos, hiperplasias, carcinomas) e a coleta de amostras para análise histopatológica, garantindo um diagnóstico preciso e a conduta terapêutica adequada.
O sangramento vaginal em mulheres pós-menopausa é sempre considerado anormal e deve ser investigado prontamente, pois pode ser o primeiro sinal de câncer de endométrio ou outras patologias graves.
Geralmente, um endométrio com espessura maior que 4-5 mm em mulheres pós-menopausa que não fazem terapia hormonal é considerado suspeito e requer investigação adicional, como a histeroscopia com biópsia.
A histeroscopia permite a visualização direta da cavidade uterina, identificando lesões focais como pólipos ou áreas suspeitas de malignidade, e possibilita a biópsia dirigida, que é mais precisa que a biópsia cega para o diagnóstico histopatológico.
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