HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2025
O sangramento pés-menopausa é definido como qualquer sangramento uterino após confirmado o cessamento dos fluxos menstruais por um período de 12 meses consecutivos. Qual é a causa mais comum de sangramento pós-menopausa?
Sangramento pós-menopausa → Causa mais comum é atrofia endometrial, mas sempre investigar câncer de endométrio.
O sangramento pós-menopausa é qualquer sangramento uterino após 12 meses de amenorreia. Embora a atrofia endometrial seja a causa mais comum, é imperativo investigar ativamente o câncer de endométrio, que é a causa mais grave e deve ser excluída.
O sangramento pós-menopausa é definido como qualquer sangramento vaginal que ocorre 12 meses após a última menstruação. É um sintoma que sempre exige investigação, pois, embora na maioria dos casos seja benigno, pode ser o primeiro sinal de uma condição maligna, como o câncer de endométrio. A causa mais comum de sangramento pós-menopausa é a atrofia do endométrio e/ou vaginal, devido à diminuição dos níveis de estrogênio, que leva ao afinamento e fragilidade dos tecidos. A investigação de um sangramento pós-menopausa deve ser sistemática. Inicialmente, realiza-se uma história clínica detalhada e exame físico, incluindo especuloscopia para identificar lesões cervicais ou vaginais. A ultrassonografia transvaginal é o método de imagem de escolha para avaliar a espessura endometrial. Uma espessura endometrial menor que 4-5 mm em pacientes sem terapia de reposição hormonal (TRH) geralmente sugere atrofia, mas valores maiores ou sangramento persistente demandam biópsia endometrial. Outras causas importantes a serem consideradas incluem pólipos endometriais, hiperplasia endometrial (especialmente a atípica, que é precursora de câncer), e a terapia de reposição hormonal, que pode causar sangramento irregular. O câncer de endométrio, embora menos comum que a atrofia, é a malignidade ginecológica mais frequente em mulheres pós-menopausa e deve ser ativamente excluído, pois o diagnóstico precoce melhora significativamente o prognóstico.
As principais causas incluem atrofia endometrial (a mais comum), terapia de reposição hormonal, pólipos endometriais, hiperplasia endometrial e, mais gravemente, câncer de endométrio ou de colo uterino.
A investigação geralmente começa com ultrassonografia transvaginal para avaliar a espessura endometrial. Se a espessura for > 4-5 mm ou houver fatores de risco, indica-se biópsia endometrial (histeroscopia com biópsia ou curetagem).
É crucial porque, embora a atrofia seja a causa mais frequente, o sangramento pós-menopausa é o principal sintoma de câncer de endométrio, uma malignidade que precisa ser diagnosticada e tratada precocemente.
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