FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2026
Paciente de 49 anos, laqueada, menopausada há 7 anos, não faz uso de terapia de reposição hormonal. Queixa-se de sangramento genital de volume moderado. Exame especular: sangramento vermelho vivo saindo pelo orifício externo do colo uterino que se apresenta aparentemente epitelizado. Toque vaginal combinado: útero palpável na cavidade pélvica e ausência de massa anexiais. Ultrassonografia transvaginal: útero de volume normal para a idade, endométrio de 6 mm. Colpocitologia oncótica negativa para malignidade há 1 ano. Qual a conduta indicada?
Sangramento na pós-menopausa + Endométrio > 4-5mm = Investigação Histológica (Histeroscopia).
Qualquer sangramento na pós-menopausa deve ser investigado. O ponto de corte de 4-5mm na USG serve para excluir malignidade com alto valor preditivo negativo.
O sangramento uterino anormal na pós-menopausa é um sinal de alerta que exige exclusão imediata de neoplasia endometrial. Embora a atrofia seja a causa mais frequente, a espessura endometrial medida pela ultrassonografia transvaginal é o principal método de triagem. Quando o endométrio ultrapassa o limite de segurança (4-5 mm), a avaliação histológica torna-se obrigatória. A histeroscopia com biópsia dirigida oferece a melhor sensibilidade e especificidade, permitindo o diagnóstico diferencial preciso entre pólipos, miomas, hiperplasias e o adenocarcinoma de endométrio.
Em mulheres na pós-menopausa que não utilizam terapia de reposição hormonal (TRH), o endométrio é considerado normal quando a espessura na ultrassonografia transvaginal é ≤ 4 mm (ou ≤ 5 mm em alguns protocolos). Um endométrio fino tem um valor preditivo negativo extremamente alto para câncer de endométrio. Se a paciente usa TRH, o limite pode ser estendido para até 8 mm, dependendo do esquema utilizado, mas qualquer sangramento ainda exige cautela.
A histeroscopia é considerada o padrão-ouro porque permite a visualização direta da cavidade uterina, identificando lesões focais como pólipos ou miomas submucosos que podem ser perdidos em procedimentos 'cegos'. Além disso, permite a realização de biópsias dirigidas de áreas suspeitas, aumentando significativamente a acurácia diagnóstica para hiperplasias e carcinomas em comparação com a curetagem uterina ou biópsia por aspiração manual.
A causa mais comum é a atrofia endometrial ou vaginal devido à deficiência estrogênica. No entanto, o objetivo principal da investigação é excluir o câncer de endométrio, que está presente em cerca de 10% das mulheres com sangramento nesta fase. Outras causas frequentes incluem pólipos endometriais, hiperplasias endometriais (com ou sem atipias) e o uso de terapia de reposição hormonal inadequada.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo