Sangramento Pós-Menopausa: Investigação do Endométrio Espessado

HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2020

Enunciado

Mulher de 65 anos, obesa, com história de ciclos menstruais prévios oligomenorréicos e sem história de uso de anticoncepção hormonal durante o menacme. Encontra-se na menopausa há 16 anos e nega terapia hormonal prévia ou atual. Procura atendimento médico por queixa de sangramento vaginal abundante de início há 10 dias, o qual não cessou durante o período. Realizada ultrassonografia transvaginal que mostrou endométrio espessado e de aspecto heterogêneo. Qual o próximo passo na investigação propedêutica é a IDEAL:

Alternativas

  1. A) RNM da pelve
  2. B) dosagem de Bhcg sérico
  3. C) Repetir US transvaginal em 30 dias
  4. D) Realizar amostragem endometrial via histeroscópica para avaliação histológica
  5. E) Realizar amostragem endometrial via Curetagem uterina de prova para avaliação histológica

Pérola Clínica

Sangramento pós-menopausa + endométrio espessado → Histeroscopia com biópsia para histopatológico.

Resumo-Chave

Sangramento pós-menopausa é um sinal de alerta para câncer de endométrio e deve ser sempre investigado. A ultrassonografia transvaginal é o exame inicial, mas um endométrio espessado e heterogêneo requer avaliação histológica para descartar malignidade, sendo a histeroscopia com biópsia o método ideal.

Contexto Educacional

O sangramento pós-menopausa é um sintoma que exige investigação imediata e rigorosa, pois é o principal sinal de alerta para câncer de endométrio. A incidência de câncer de endométrio aumenta com a idade, e fatores como obesidade, diabetes e hipertensão, presentes na paciente do caso, são conhecidos fatores de risco devido à sua associação com hiperestrogenismo. A ultrassonografia transvaginal é o exame de primeira linha para avaliar o endométrio em mulheres com sangramento pós-menopausa. Um endométrio espessado (geralmente > 4-5 mm) e heterogêneo é altamente suspeito e indica a necessidade de avaliação histológica. A amostragem endometrial é crucial para o diagnóstico definitivo. A histeroscopia com biópsia dirigida é considerada o padrão-ouro, pois permite a visualização direta da cavidade uterina, a identificação de lesões focais (pólipos, hiperplasias, carcinomas) e a coleta de amostras de tecido de áreas específicas, aumentando a acurácia diagnóstica em comparação com métodos cegos como a curetagem uterina de prova ou a biópsia por aspiração.

Perguntas Frequentes

Qual a importância do sangramento pós-menopausa?

O sangramento pós-menopausa é um sintoma que deve ser sempre investigado, pois pode ser o primeiro sinal de câncer de endométrio, que é o câncer ginecológico mais comum em mulheres após a menopausa.

Por que a histeroscopia com biópsia é preferível à curetagem uterina de prova?

A histeroscopia permite a visualização direta da cavidade uterina, identificando lesões focais e permitindo biópsias dirigidas, o que aumenta a sensibilidade e especificidade para o diagnóstico de câncer ou hiperplasia endometrial, em comparação com a curetagem às cegas.

Quais são os fatores de risco para câncer de endométrio?

Os principais fatores de risco incluem obesidade, diabetes mellitus, hipertensão arterial, uso de tamoxifeno, nuliparidade, menopausa tardia e história de ciclos anovulatórios ou oligomenorreia, todos associados à exposição estrogênica prolongada sem oposição progestogênica.

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