HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2022
Mulher de 50 anos de idade, refere sangramento vaginal intermitente há 2 meses. A data da última menstruação foi há 2 anos. Nega terapia hormonal e comorbidades. Realizou ultrassonografia endovaginal que mostrou imagem hiperecogênica de 7 mm com vascularização única e espessura endometrial de 3 mm. A conduta mais adequada, dentre as abaixo, é
Sangramento pós-menopausa + USG com imagem focal vascularizada → Histeroscopia cirúrgica para retirada e biópsia de pólipo.
Sangramento pós-menopausa sempre exige investigação para excluir malignidade. A ultrassonografia endovaginal é o primeiro exame, e uma imagem focal hiperecogênica com vascularização, mesmo com endométrio fino, sugere pólipo. A histeroscopia cirúrgica permite a visualização direta, biópsia e remoção da lesão.
O sangramento vaginal pós-menopausa é um sintoma que sempre exige investigação rigorosa, pois pode ser o primeiro sinal de malignidade, como o câncer de endométrio. Embora a maioria das causas seja benigna (atrofia endometrial, pólipos, miomas), a exclusão de câncer é primordial. A idade da paciente (50 anos, há 2 anos na menopausa) e a ausência de terapia hormonal reforçam a necessidade de atenção. A ultrassonografia endovaginal é o exame inicial de escolha para avaliar o endométrio. Uma espessura endometrial de 3 mm geralmente é considerada normal em mulheres pós-menopausa sem terapia hormonal (o limite de corte é tipicamente 4-5 mm). No entanto, a presença de uma imagem hiperecogênica focal de 7 mm com vascularização única é altamente sugestiva de uma lesão endometrial, como um pólipo, que pode ser a causa do sangramento. Nesse cenário, a conduta mais adequada é a histeroscopia cirúrgica. A histeroscopia permite a visualização direta da cavidade uterina, a identificação precisa da lesão (pólipo), a biópsia dirigida para análise histopatológica e, se confirmado o pólipo, sua remoção completa. Isso é fundamental não apenas para cessar o sangramento, mas também para descartar atipias ou malignidade associadas ao pólipo, garantindo um diagnóstico e tratamento precisos.
Sangramento pós-menopausa é sempre um sinal de alerta e deve ser investigado para excluir causas malignas, como câncer de endométrio, embora a maioria das causas seja benigna.
A ultrassonografia endovaginal é o exame de primeira linha para avaliar o endométrio. Uma espessura endometrial acima de 4-5 mm ou a presença de lesões focais, como pólipos, indicam a necessidade de investigação adicional.
A histeroscopia permite a visualização direta da cavidade uterina, a biópsia dirigida da lesão e, se for um pólipo, sua remoção completa (histeroscopia cirúrgica), sendo o padrão-ouro para diagnóstico e tratamento nesse cenário.
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