Sangramento Pós-Menopausa: Conduta com Endométrio Fino

Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2025

Enunciado

Paciente, 65 anos, sexo feminino, traz resultado de USGTV para você avaliar após queixa de um episódio de sangramento pós-menopausa. Em relação ao quadro da paciente, qual sua conduta? USGTV (15/04/2023): Útero em AVF, volume 50cc, miométrio homogêneo, endométrio = 0,3cm, ovários normais; AP: nega comorbidades, vícios ou alergias; Nega cirurgias prévias; AGO: G2P2N; Menopausa aos 48 anos; TH: não fez uso;.

Alternativas

  1. A) Encaminho paciente para histeroscopia com biópsia.
  2. B) Tranquilizo a paciente e oriento que retorne caso recidiva do sangramento.
  3. C) Encaminho a paciente para curetagem semiótica ou Pipelle que são métodos mais acessíveis pelo SUS.
  4. D) Tranquilizo a paciente e solicito novo exame em 6 meses.

Pérola Clínica

Sangramento pós-menopausa + endométrio < 4mm (USGTV) → Atrofia endometrial, conduta expectante.

Resumo-Chave

Em mulheres pós-menopausa sem uso de terapia hormonal, um sangramento uterino anormal com espessura endometrial menor que 4-5 mm na ultrassonografia transvaginal é altamente sugestivo de atrofia endometrial, condição benigna que não requer investigação invasiva imediata. A conduta é tranquilizar e observar.

Contexto Educacional

O sangramento pós-menopausa é um sintoma que sempre requer investigação, pois pode ser o primeiro sinal de câncer de endométrio. No entanto, a maioria dos casos é benigna, sendo a atrofia endometrial a causa mais comum. A ultrassonografia transvaginal é o método de primeira linha para avaliação inicial. A espessura endometrial é o principal parâmetro a ser avaliado na USGTV. Em mulheres pós-menopausa que não fazem uso de terapia hormonal, um endométrio com espessura menor que 4-5 mm apresenta um risco muito baixo de malignidade, e a conduta pode ser expectante, com orientação para retorno em caso de recorrência. Valores iguais ou superiores a 4-5 mm, ou a presença de fatores de risco, justificam investigação adicional. A histeroscopia com biópsia dirigida ou a biópsia endometrial por Pipelle são os métodos padrão-ouro para o diagnóstico histopatológico em casos de endométrio espessado ou suspeito. É fundamental que o médico saiba diferenciar os casos que necessitam de intervenção imediata daqueles que podem ser apenas observados, evitando procedimentos invasivos desnecessários.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da espessura endometrial na avaliação do sangramento pós-menopausa?

A espessura endometrial é um marcador crucial. Em mulheres pós-menopausa sem TH, um endométrio < 4-5 mm na USGTV tem um valor preditivo negativo muito alto para câncer de endométrio, indicando atrofia como causa provável do sangramento.

Quando a investigação invasiva (histeroscopia/biópsia) é indicada em sangramento pós-menopausa?

A investigação invasiva é indicada quando a espessura endometrial é ≥ 4-5 mm, em pacientes com fatores de risco para câncer de endométrio, ou em casos de sangramento persistente/recorrente mesmo com endométrio fino.

Quais são as principais causas de sangramento pós-menopausa?

As principais causas incluem atrofia endometrial (mais comum), atrofia vaginal, pólipos endometriais, hiperplasia endometrial e, menos frequentemente, câncer de endométrio ou colo uterino.

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