Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2021
Mulher de 54 anos teve sua última menstruação há 6 anos, não fazia uso de terapia hormonal e mostrou sangramento vaginal. Procurou o ginecologista da UBS, que apresentou suas suspeitas e solicitou exames complementares. Qual é a hipótese diagnóstica mais provável?
Sangramento pós-menopausa → Atrofia endometrial (causa + comum), mas SEMPRE excluir carcinoma endometrial.
Sangramento vaginal pós-menopausa é um sintoma que sempre requer investigação, pois pode indicar condições graves. Embora a atrofia endometrial seja a causa mais comum, o carcinoma endometrial deve ser excluído, especialmente em pacientes sem terapia hormonal.
O sangramento vaginal pós-menopausa (SVPM) é definido como qualquer sangramento vaginal que ocorre 12 meses ou mais após a última menstruação. É um sintoma que nunca deve ser ignorado e sempre requer investigação, pois pode ser o primeiro sinal de uma condição maligna, como o carcinoma endometrial. Embora a causa mais comum de SVPM seja a atrofia endometrial ou vaginal, decorrente da deficiência de estrogênio após a menopausa, outras causas benignas incluem pólipos endometriais ou cervicais e hiperplasia endometrial. No entanto, o carcinoma endometrial é a principal preocupação, sendo o câncer ginecológico mais comum em mulheres pós-menopausa. A idade da paciente (54 anos, 6 anos de menopausa) e a ausência de terapia hormonal são fatores relevantes. A investigação do SVPM geralmente começa com um exame físico completo e ultrassonografia transvaginal para avaliar a espessura endometrial. Uma espessura endometrial maior que 4-5 mm em mulheres pós-menopausa sem terapia hormonal é um sinal de alerta e indica a necessidade de biópsia endometrial para descartar malignidade. Mesmo com a atrofia sendo a hipótese mais provável, a exclusão de câncer é primordial.
A causa mais comum é a atrofia endometrial ou vaginal, devido à deficiência de estrogênio. Outras causas incluem pólipos endometriais ou cervicais, hiperplasia endometrial e, mais preocupante, carcinoma endometrial.
A investigação inicial geralmente inclui exame físico, ultrassonografia transvaginal para avaliar a espessura endometrial, e, dependendo dos achados, biópsia endometrial (histeroscopia com biópsia ou curetagem).
É crucial investigar todo sangramento pós-menopausa para excluir condições malignas, principalmente o carcinoma endometrial, que é o câncer ginecológico mais comum em mulheres após a menopausa. O diagnóstico precoce melhora significativamente o prognóstico.
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