Sangramento Pós-Menopausa: Investigação e Diagnóstico

HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2023

Enunciado

Mulher de 53 anos de idade, com história de menopausa há 6 anos, comparece em consulta ambulatorial. Ela apresentou um episódio de sangramento vaginal de moderada quantidade há 1 mês, que cessou espontaneamente. A paciente nega ter tido coitarca. Tem história prévia de diabetes tipo 2 e faz uso de terapia de reposição hormonal há 4 anos. Ao exame especular, não foi observado sangramento. Qual é a conduta diagnóstica inicial que deve ser adotada neste momento?

Alternativas

  1. A) Histerossonografia
  2. B) Histeroscopia diagnóstica
  3. C) Ressonância magnética de pelve
  4. D) Ultrassonografia pélvica transvaginal

Pérola Clínica

Sangramento pós-menopausa → SEMPRE investigar malignidade; USG transvaginal é a conduta diagnóstica inicial para avaliar endométrio.

Resumo-Chave

Qualquer sangramento vaginal após a menopausa é um sinal de alerta e deve ser investigado para excluir malignidade, principalmente câncer de endométrio. A ultrassonografia pélvica transvaginal é o exame de primeira linha para avaliar a espessura endometrial, que é um preditor importante de risco.

Contexto Educacional

O sangramento pós-menopausa (SPM) é definido como qualquer sangramento vaginal que ocorre um ano ou mais após a última menstruação. É um sintoma que nunca deve ser ignorado, pois, embora muitas vezes benigno, pode ser o primeiro e único sinal de câncer de endométrio, que é o câncer ginecológico mais comum em mulheres na pós-menopausa. A investigação imediata e completa é mandatória para todas as pacientes com SPM. A ultrassonografia pélvica transvaginal (USTV) é a conduta diagnóstica inicial de escolha. Este exame permite avaliar a espessura do endométrio, que é um parâmetro crucial. Um endométrio com espessura de até 4-5 mm em mulheres na pós-menopausa é geralmente considerado normal e associado a um risco muito baixo de malignidade. Espessuras maiores que esse limite, ou a presença de irregularidades endometriais, pólipos ou massas, exigem investigação adicional. Se a USTV revelar um endométrio espessado ou outras anormalidades, os próximos passos diagnósticos podem incluir histerossonografia (para melhor visualização da cavidade endometrial), biópsia endometrial (por aspiração ou curetagem) ou histeroscopia diagnóstica com biópsia dirigida. A histeroscopia é considerada o padrão-ouro para o diagnóstico de patologias endometriais. O manejo da paciente com diabetes tipo 2 e uso de TRH, como no caso, deve considerar que ambos são fatores de risco para hiperplasia e câncer de endométrio, reforçando a necessidade de investigação rigorosa.

Perguntas Frequentes

Qual a importância do sangramento pós-menopausa?

O sangramento pós-menopausa é um sintoma que deve ser sempre investigado, pois pode ser o primeiro sinal de câncer de endométrio, que é o câncer ginecológico mais comum em mulheres após a menopausa.

Qual o papel da ultrassonografia transvaginal na investigação?

A ultrassonografia transvaginal é o exame inicial de escolha para avaliar a espessura do endométrio. Um endométrio com espessura > 4-5 mm em mulheres na pós-menopausa é considerado anormal e requer investigação adicional.

Quais são os fatores de risco para câncer de endométrio?

Fatores de risco incluem obesidade, diabetes mellitus, hipertensão arterial, uso de tamoxifeno, nuliparidade, menopausa tardia e terapia de reposição hormonal estrogênica sem progestágeno.

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