ENARE/ENAMED — Prova 2026
Mulher de 72 anos, previamente hígida, com menopausa aos 53 anos, obesa, solteira e nulípara, nunca fez reposição hormonal. Chega à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com sangramento vaginal há dois dias, hemodinamicamente estável. Nega sangramentos anteriores. Realizou exame especular, com os seguintes achados: mucosa vaginal sem alterações, colo uterino contendo lesão polipoide que se exteriorizava pelo orificio externo, ectocérvice sem alterações, anexos livres. À ultrassonografia transvaginal, útero contendo 3 nódulos, medindo respectivamente 2,5 cm, 3,5 cm e 1,5 cm em seus maiores diâmetros, sendo o 1º e o 2º intramurais e o 3º submucoso. Endométrio medindo 8 mm de espessura. Colo uterino mostrando lesão polipoide no canal endocervical, medindo 1,5 cm em sua maior dimensão. Qual é a principal hipótese diagnóstica?
Sangramento pós-menopausa + endométrio > 4-5mm → Investigar hiperplasia/câncer endometrial = Biópsia endometrial.
Sangramento vaginal pós-menopausa é um sinal de alerta que exige investigação. A espessura endometrial de 8mm em uma mulher pós-menopausa, especialmente com fatores de risco como obesidade e nuliparidade, é altamente sugestiva de hiperplasia endometrial ou malignidade, necessitando de biópsia endometrial para diagnóstico.
O sangramento pós-menopausa é um sintoma que nunca deve ser negligenciado, pois pode ser o primeiro sinal de condições graves como hiperplasia endometrial ou câncer de endométrio. A avaliação inicial inclui exame especular para identificar lesões cervicais e ultrassonografia transvaginal para avaliar a espessura endometrial e a presença de massas uterinas. A espessura endometrial de 8mm em uma mulher pós-menopausa é considerada anormal e requer investigação adicional, geralmente por biópsia endometrial. Fatores de risco como obesidade e nuliparidade aumentam a probabilidade de hiperplasia e câncer endometrial, tornando a investigação ainda mais urgente neste grupo de pacientes.
A espessura endometrial normal na pós-menopausa é geralmente menor que 4-5 mm. Valores acima disso, especialmente com sangramento, exigem investigação.
Os principais fatores de risco incluem obesidade, nuliparidade, menarca precoce, menopausa tardia, uso de tamoxifeno e terapia de reposição hormonal estrogênica sem progesterona.
O pólipo endocervical é visualizado no canal cervical, enquanto as lesões endometriais estão dentro da cavidade uterina. A biópsia é crucial para o diagnóstico definitivo.
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