UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2020
T.C.A.F., 54 anos, procura atendimento médico no ambulatório de ginecologia por apresentar, há três meses, sangramento vaginal esporádico em pequena quantidade. A paciente faz uso de terapia hormonal (TH) combinada com estrogênio e progesterona, transdérmica, há 3 anos. Apresenta ultrassonografia transvaginal (USG) recente, que mostra endométrio homogêneo com 12 mm de espessura e miométrio sem anormalidades. Diante desse caso, a conduta a ser tomada pelo ginecologista será
Sangramento pós-menopausa ou em uso de TH com endométrio > 4-5mm (ou >8mm em TH combinada) → biópsia endometrial para excluir malignidade.
Em pacientes pós-menopausa, especialmente aquelas em terapia hormonal combinada, qualquer sangramento vaginal anormal requer investigação para excluir patologia endometrial, incluindo câncer. Mesmo com TH combinada, um endométrio de 12 mm em paciente com sangramento é considerado espessado e indica biópsia.
O sangramento vaginal pós-menopausa é um sintoma que sempre deve ser investigado, pois, embora a maioria das causas seja benigna (como atrofia endometrial ou vaginal), o câncer de endométrio é uma preocupação significativa. Em pacientes em terapia hormonal (TH), a avaliação é mais complexa, mas o princípio de excluir malignidade permanece. A TH combinada (estrogênio e progesterona) geralmente protege o endométrio, mas não elimina completamente o risco. A ultrassonografia transvaginal é a ferramenta inicial para avaliar o endométrio. Em mulheres pós-menopausa sem TH, um endométrio com espessura > 4-5 mm associado a sangramento é considerado anormal e requer biópsia. Em mulheres em TH combinada, o endométrio pode ser naturalmente mais espesso devido à progesterona cíclica. No entanto, um endométrio de 12 mm, mesmo em uso de TH combinada, na presença de sangramento, é um achado que exige investigação histológica. A conduta padrão ouro para sangramento uterino anormal com espessamento endometrial na pós-menopausa é a biópsia endometrial, que pode ser realizada por curetagem, histeroscopia com biópsia dirigida ou biópsia por aspiração (ex: pipelle). O objetivo é obter tecido para análise histopatológica e descartar hiperplasia endometrial (especialmente atípica) ou carcinoma endometrial, que são condições pré-malignas e malignas, respectivamente.
A espessura endometrial é um marcador importante. Em mulheres pós-menopausa sem TH, um endométrio > 4-5 mm com sangramento é preocupante. Em uso de TH combinada, o limite pode ser maior, mas 12 mm com sangramento é sempre indicação de investigação.
As causas variam de atrofia vaginal/endometrial (mais comum) a pólipos, miomas, hiperplasia endometrial e câncer de endométrio. A investigação visa descartar as causas mais graves.
A biópsia endometrial é o padrão ouro para avaliar a histologia do endométrio. Diante de sangramento anormal em paciente pós-menopausa com endométrio espessado (12 mm), é essencial para descartar hiperplasia atípica ou câncer de endométrio.
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