PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2020
Mulher de 66 anos comparece à consulta na UBS e relata estar em uso de metformina, glibenclamida, anlodipina e hidroclorotiazida há 10 anos. IMC 40,2Kg/m². Informa seis partos sem intercorrências e última menstruação aos 50 anos. Nega uso de terapia hormonal. Não realiza consultas médicas ou exames complementares há três anos. Informa episódios eventuais de sangramento vaginal leve com evolução progressiva nos últimos quatro meses. A conduta inicial MAIS ADEQUADA é solicitar:
Sangramento pós-menopausa → sempre investigar câncer de endométrio; USG transvaginal é a conduta inicial mais adequada.
Qualquer sangramento vaginal após a menopausa é um sinal de alerta e deve ser investigado para excluir malignidade, principalmente câncer de endométrio. A ultrassonografia transvaginal é o exame inicial de escolha para avaliar o espessamento endometrial e guiar a necessidade de biópsia.
O sangramento vaginal pós-menopausa é um sintoma que nunca deve ser ignorado na prática clínica. Ele afeta cerca de 10% das mulheres na pós-menopausa e, embora a maioria das causas seja benigna, a principal preocupação é o câncer de endométrio. A idade avançada, obesidade (IMC 40,2 kg/m² na paciente do caso), e o uso de terapia hormonal (embora negado no caso) são fatores de risco importantes para esta neoplasia. A conduta inicial frente a um sangramento pós-menopausa é sempre a investigação para excluir malignidade. A ultrassonografia transvaginal é o método de imagem de primeira linha, pois permite avaliar o espessamento do endométrio. Um endométrio com espessura menor que 4-5 mm geralmente tem baixo risco de malignidade, enquanto espessamentos maiores exigem investigação adicional, como a biópsia endometrial. A histeroscopia diagnóstica com biópsia dirigida é o padrão-ouro para o diagnóstico definitivo de patologias endometriais, mas não é a conduta inicial. A dosagem de FSH não é útil para investigar sangramento pós-menopausa, pois a menopausa já está estabelecida. A pan-histerectomia total é um tratamento, não uma conduta diagnóstica inicial. Portanto, a ultrassonografia transvaginal é o passo mais lógico e adequado para iniciar a investigação.
Sangramento vaginal após a menopausa é considerado um sinal de alerta para câncer de endométrio até prova em contrário, exigindo investigação imediata.
A ultrassonografia transvaginal é o exame inicial mais adequado para avaliar o espessamento endometrial e identificar outras alterações uterinas.
A biópsia endometrial é indicada se a ultrassonografia transvaginal mostrar um espessamento endometrial maior que 4-5 mm ou outras alterações suspeitas.
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