HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2020
Paciente 58 anos, apresenta queixa de sangramento vaginal. Sua menopausa foi aos 47 anos, quando iniciou a terapia hormonal com estrogênio. Trouxe ultrassonografia que identificou útero de volume normal e endométrio de 9 mm. Qual a conduta em relação à terapia hormonal?
Sangramento pós-menopausa + TH estrogênio isolado + endométrio > 4-5mm = Suspender TH e investigar (biópsia).
Em uma paciente pós-menopausa com sangramento vaginal e uso de terapia hormonal apenas com estrogênio, o espessamento endometrial (9mm) é um achado preocupante. O estrogênio isolado em mulheres com útero intacto aumenta o risco de hiperplasia e câncer de endométrio. A conduta inicial é suspender a terapia hormonal para eliminar uma causa iatrogênica e, principalmente, investigar a causa do sangramento com biópsia endometrial, pois o sangramento pós-menopausa é um sinal de alerta para malignidade.
O sangramento vaginal pós-menopausa é um sintoma que nunca deve ser ignorado e exige investigação rigorosa, pois pode ser o primeiro sinal de câncer de endométrio. A paciente do caso, com 58 anos e menopausa aos 47, está em uso de terapia hormonal (TH) apenas com estrogênio e apresenta um endométrio de 9 mm, um achado preocupante. A TH com estrogênio isolado em mulheres com útero intacto é contraindicada devido ao risco aumentado de hiperplasia endometrial e carcinoma, sendo a progesterona essencial para a proteção endometrial. O espessamento endometrial em uma mulher pós-menopausa, especialmente acima de 4-5 mm (sem TH) ou 8 mm (com TH combinada), associado a sangramento, é um forte indicativo para investigação. A ultrassonografia transvaginal é o método de triagem inicial, mas a confirmação diagnóstica da histopatologia endometrial é indispensável. A fisiopatologia envolve a estimulação estrogênica desequilibrada que leva à proliferação excessiva do endométrio. A conduta mais adequada frente a esse cenário é a suspensão imediata da terapia hormonal com estrogênio isolado e a realização de uma biópsia endometrial para descartar malignidade. Este é um ponto crucial para residentes de Ginecologia e Obstetrícia, pois a identificação precoce e o manejo correto podem impactar significativamente o prognóstico da paciente. A não suspensão da TH e a falta de investigação podem mascarar ou agravar uma condição pré-cancerosa ou cancerosa.
Sangramento vaginal pós-menopausa é qualquer sangramento que ocorre após 12 meses de amenorreia em uma mulher na menopausa. É um sintoma de alerta que exige investigação imediata para excluir condições graves, como câncer de endométrio, embora a maioria das causas seja benigna.
A terapia hormonal com estrogênio isolado em mulheres com útero intacto estimula o crescimento endometrial e aumenta o risco de hiperplasia e câncer de endométrio. Por isso, nessas pacientes, a progesterona deve ser adicionada para proteger o endométrio. Em mulheres sem TH, um endométrio >4-5mm é suspeito; com TH combinada, até 8mm pode ser aceitável, mas sangramento sempre exige investigação.
Após identificar um endométrio espessado (>4-5mm sem TH ou >8mm com TH combinada) em uma paciente pós-menopausa com sangramento, a conduta padrão é realizar uma biópsia endometrial (por histeroscopia com biópsia dirigida ou curetagem uterina) para descartar hiperplasia endometrial atípica ou câncer de endométrio. A suspensão da TH estrogênica isolada é uma medida inicial importante.
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