Sangramento Varizes Esofágicas: Manejo Agudo (Baveno VI)

PMF - Prefeitura Municipal de Franca (SP) — Prova 2021

Enunciado

Paciente masculino, 54 anos, chega ao hospital após 3 volumosos episódios de hematêmese no dia de hoje. Ao exame encontra-se hipocorado 2+/4, ictérico +/4, com FC = 110 bpm, PA 70 x 40 mmHg; observa-se presença de ascite de moderado volume e extensa rede de circulação colateral em abdome. Segundo acompanhante, paciente tem histórico de etilismo diário de bebidas destiladas nos últimos 40 anos. Foi iniciada reposição volêmica, solicitados exames laboratoriais. Considerando o provável diagnóstico etiológico, qual intervenção imediata, segundo o consenso de Baveno VI pode significativamente melhorar o desfecho do caso?

Alternativas

  1. A) Passagem de sonda nasogástrica em drenagem
  2. B) Prescrição de 10 unidades de concentrado de plaquetas
  3. C) Iniciar infusão de terlipressina e antibióticoterapia
  4. D) Iniciar beta bloqueador

Pérola Clínica

Sangramento varizes esofágicas agudo → Reposição volêmica, terlipressina/octreotide, profilaxia ATB (Baveno VI).

Resumo-Chave

Em pacientes com sangramento agudo por varizes esofágicas, a intervenção imediata, conforme o Consenso de Baveno VI, inclui a administração de drogas vasoativas (como terlipressina) para reduzir o fluxo portal e a profilaxia antibiótica para prevenir infecções, que são comuns e pioram o prognóstico.

Contexto Educacional

O sangramento por varizes esofágicas é uma complicação grave da hipertensão portal, frequentemente associada à cirrose hepática, e representa uma emergência médica com alta mortalidade. A identificação rápida e o manejo adequado são cruciais para a sobrevida do paciente. A história de etilismo crônico, icterícia, ascite e circulação colateral são fortes indicativos de hepatopatia avançada e hipertensão portal. O Consenso de Baveno VI estabelece as diretrizes para o manejo do sangramento agudo por varizes esofágicas. As intervenções imediatas incluem a estabilização hemodinâmica com reposição volêmica, o uso de drogas vasoativas como a terlipressina (ou octreotide) para reduzir o fluxo sanguíneo portal e a profilaxia antibiótica para prevenir infecções bacterianas, que são comuns e pioram significativamente o prognóstico. A endoscopia digestiva alta deve ser realizada precocemente para diagnóstico e tratamento definitivo (ligadura elástica ou escleroterapia). Para residentes, é fundamental dominar o algoritmo de manejo do sangramento varicoso, reconhecendo a importância da terapia farmacológica e da profilaxia antibiótica em conjunto com a reposição volêmica. A falha em iniciar essas terapias precocemente pode levar a desfechos desfavoráveis, sendo um ponto frequentemente abordado em provas e crucial na prática clínica.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de sangramento por varizes esofágicas em um paciente cirrótico?

Os sinais incluem hematêmese volumosa, melena, instabilidade hemodinâmica (taquicardia, hipotensão), e sinais de hepatopatia crônica como icterícia, ascite e circulação colateral.

Qual a conduta inicial para sangramento agudo por varizes esofágicas?

A conduta inicial envolve reposição volêmica agressiva, administração de drogas vasoativas (terlipressina ou octreotide) e profilaxia antibiótica, conforme as recomendações do Consenso de Baveno VI.

Por que a profilaxia antibiótica é importante no sangramento varicoso?

A profilaxia antibiótica é crucial porque pacientes com cirrose e sangramento varicoso têm alto risco de infecções bacterianas, que podem precipitar falência hepática e aumentar a mortalidade.

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