INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2021
Uma mulher de 30 anos de idade busca orientação ginecológica quanto ao uso de método contraceptivo. O motivo principal da troca é o sangramento irregular nos últimos 6 meses e a mulher não quer correr o risco de engravidar. Gesta 2; para 2; abortos 0. Nega comorbidades. Atualmente em uso de contraceptivo oral combinado (15 mcg de etinilestradiol e 60 mcg de gestodeno). Diante do caso apresentado, o profissional de saúde deve
Sangramento irregular com COC de baixa dose → aumentar estrogênio ou mudar progestágeno.
Sangramentos irregulares, especialmente de escape, são comuns com COCs de baixa dose de estrogênio. Aumentar a dose de estrogênio ou trocar para um progestágeno diferente pode estabilizar o endométrio e reduzir o sangramento, melhorando a adesão ao método.
O sangramento irregular, ou sangramento de escape, é uma queixa comum entre usuárias de contraceptivos orais combinados (COCs), especialmente aqueles com baixas doses de estrogênio. Embora geralmente benigno, pode levar à insatisfação e descontinuação do método, impactando a eficácia contraceptiva. É crucial para o profissional de saúde identificar a causa e propor a melhor solução, garantindo a adesão e a satisfação da paciente. A fisiopatologia do sangramento de escape em COCs de baixa dose está relacionada à menor estabilização do endométrio pelo estrogênio, levando a uma atrofia endometrial e sangramentos intermenstruais. O diagnóstico é clínico, baseado na história da paciente e exclusão de outras causas de sangramento. É importante diferenciar o sangramento de escape de outras causas, como infecções, pólipos ou miomas, que devem ser investigadas se houver persistência ou características atípicas. O tratamento inicial envolve a revisão da adesão ao método. Se o sangramento persistir, a conduta mais adequada é aumentar a dose de estrogênio do COC ou trocar para um progestágeno diferente que possa oferecer melhor estabilização endometrial. Outras opções incluem regimes de uso estendido ou contínuo. A troca para métodos injetáveis trimestrais ou pílulas de progestágeno isolado pode não resolver o problema e, em alguns casos, até intensificar o sangramento irregular.
As causas incluem baixa dose de estrogênio, má adesão, interações medicamentosas, infecções e condições uterinas. COCs de baixa dose são mais propensos a sangramento de escape devido à menor estabilização endometrial.
A primeira abordagem é avaliar a adesão. Se o sangramento persistir, pode-se aumentar a dose de estrogênio, trocar o progestágeno ou considerar um COC com regime estendido ou contínuo.
A troca deve ser considerada após otimização do método atual, como ajuste da dose de estrogênio ou tipo de progestágeno, se o sangramento persistir e impactar a qualidade de vida da paciente.
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