UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2023
Assinale a alternativa que reúne somente causas frequentes de sangramento do trato gastrointestinal baixo.
Sangramento digestivo baixo: Hemorroidas, diverticulose e angiodisplasia são as causas mais comuns em adultos.
A distinção entre sangramento gastrointestinal alto e baixo é crucial para o diagnóstico e manejo. Sangramento baixo geralmente se manifesta com hematoquezia ou melena (se o trânsito for lento), enquanto o alto se apresenta com hematêmese ou melena. É fundamental identificar a origem para direcionar a investigação e o tratamento.
O sangramento do trato gastrointestinal baixo (HDB) é uma condição comum que pode variar de leve a grave, exigindo atenção médica imediata. As causas mais frequentes incluem diverticulose, angiodisplasia, hemorroidas, fissuras anais, colites (isquêmica, infecciosa, inflamatória) e neoplasias colorretais. A epidemiologia varia com a idade, sendo diverticulose e angiodisplasia mais comuns em idosos, enquanto colites e doenças inflamatórias intestinais afetam mais jovens. A importância clínica reside na necessidade de identificar rapidamente a origem para evitar complicações graves, como choque hipovolêmico. A fisiopatologia da HDB depende da causa subjacente; por exemplo, diverticulose envolve a ruptura de vasos sanguíneos em divertículos, enquanto colites resultam de inflamação da mucosa. O diagnóstico inicia-se com a anamnese e exame físico, buscando características do sangramento e sinais de instabilidade hemodinâmica. Exames complementares incluem hemograma, coagulograma e, principalmente, a colonoscopia, que é o método de escolha para visualização direta, biópsia e, muitas vezes, tratamento. Quando a colonoscopia não é conclusiva, outras opções incluem enteroscopia, cintilografia com hemácias marcadas, angiografia ou cápsula endoscópica. O tratamento da HDB é guiado pela causa e pela gravidade do sangramento. Pode variar desde medidas conservadoras para sangramentos leves (como em hemorroidas) até intervenções endoscópicas, radiológicas (embolização) ou cirúrgicas para casos mais graves ou refratários. O prognóstico geralmente é bom, mas complicações como anemia, necessidade de transfusões e recorrência são possíveis. Pontos de atenção incluem a avaliação da estabilidade hemodinâmica, a exclusão de sangramento alto mascarado e a investigação completa para identificar condições malignas, especialmente em pacientes com fatores de risco.
Os principais sinais incluem hematoquezia (sangue vermelho vivo nas fezes), melena (fezes escuras e pegajosas, se o sangramento for mais proximal ou o trânsito lento) e, em casos graves, sintomas de choque hipovolêmico como tontura e taquicardia.
A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica com fluidos intravenosos e, se necessário, transfusão sanguínea. Em seguida, a investigação da causa é realizada, geralmente começando com colonoscopia após preparo intestinal adequado.
Sangramento alto tipicamente se manifesta com hematêmese (vômito com sangue) ou melena. Sangramento baixo manifesta-se com hematoquezia. A presença de fezes claras e urina escura sugere icterícia colestática, não diretamente relacionada à origem do sangramento, mas a icterícia pode ser um achado concomitante em algumas condições.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo