Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2024
Mulher de 63 anos deu entrada na emergência, referindo estar “evacuando sangue” (sic) há 3 dias, sendo esse quadro acompanhado de fraqueza intensa, sudorese, náuseas e mal estar geral. Referiu muita tontura concomitante ao quadro. Negou dor abdominal, febre, vômitos, perda de peso. Demais sistemas: nada digno de nota. Após realização das medidas iniciais, obteve-se estabilização hemodinâmica da paciente, que foi submetida a uma colonoscopia que detectou presença de numerosos divertículos em todos os segmentos dos cólons, sendo detectado sangramento ativo em divertículos do cólon direito. A terapia de escolha para essa situação deverá ser:
Sangramento diverticular ativo + estabilidade hemodinâmica = Terapia mecânica (clipes) via colonoscopia.
Em sangramento diverticular ativo e paciente hemodinamicamente estável, a colonoscopia é diagnóstica e terapêutica, permitindo a hemostasia com clipes ou outras técnicas endoscópicas.
O sangramento diverticular é a causa mais comum de hemorragia digestiva baixa em pacientes idosos, decorrente da ruptura de vasos sanguíneos na cúpula ou base de um divertículo. Embora a maioria dos divertículos seja assintomática, o sangramento pode ser maciço e autolimitado em 70-90% dos casos. A apresentação clínica inclui evacuação de sangue vivo, fraqueza e tontura, podendo levar à instabilidade hemodinâmica. Após a estabilização hemodinâmica inicial, a colonoscopia é o método de escolha para diagnóstico e tratamento. Ela permite a visualização direta da fonte do sangramento e a aplicação de terapias hemostáticas. A terapia mecânica com clipes endoscópicos é altamente eficaz para oclusão do vaso sangrante. Outras opções incluem injeção de epinefrina, coagulação térmica ou ligadura elástica. Em casos de sangramento refratário à terapia endoscópica ou quando a colonoscopia não consegue localizar a fonte, a angiografia mesentérica com embolização seletiva pode ser considerada. A cirurgia (colectomia) é reservada para sangramentos maciços e incontroláveis, ou quando outras terapias falham, e a localização do sangramento é precisa. A decisão terapêutica deve ser individualizada, considerando a gravidade do sangramento e as comorbidades do paciente.
A diverticulose é a causa mais comum de hemorragia digestiva baixa em pacientes idosos, embora a maioria dos divertículos nunca sangre.
A colonoscopia é indicada para diagnóstico e tratamento de sangramento diverticular ativo, especialmente após estabilização hemodinâmica, permitindo a localização e hemostasia.
Para sangramento refratário à terapia endoscópica, opções incluem angiografia com embolização ou, em casos extremos e localizados, colectomia segmentar.
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