HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2024
Um senhor de 72 anos de idade, portador de doença arterial coronariana, em uso de antiagregação plaquetária, foi admitido no hospital com relato de ter apresentado vários episódios de perda de sangue vivo retal nos últimos dois dias. Ao exame, apresentava-se alerta, descorado, com enchimento capilar normal; FC = 105 bpm; PA = 120x70 mmHg e T = 36,5 °C. Nesse caso, o exame que deve ser solicitado para identificação do sítio de sangramento desse paciente é
Sangramento digestivo baixo ativo em idoso → colonoscopia é o exame de escolha para diagnóstico e tratamento.
Em pacientes idosos com sangramento digestivo baixo ativo (hematoquezia), a colonoscopia é o exame de escolha. Ela permite não apenas a identificação do sítio de sangramento, mas também a intervenção terapêutica imediata, como hemostasia endoscópica, sendo superior a exames como enema baritado ou cintilografia em casos de sangramento ativo.
O sangramento digestivo baixo é uma condição comum, especialmente em pacientes idosos, e pode ser exacerbado pelo uso de medicamentos como antiagregantes plaquetários. A apresentação clínica varia desde sangramento oculto até hematoquezia maciça. A prioridade inicial é a estabilização hemodinâmica do paciente, seguida pela localização e controle do sangramento. Em pacientes com sangramento digestivo baixo e estabilidade hemodinâmica, a colonoscopia é o método diagnóstico e terapêutico de escolha. Ela permite a visualização direta da mucosa do cólon e reto, a identificação de lesões como divertículos, angiodisplasias, pólipos ou tumores, e a aplicação de técnicas de hemostasia endoscópica (e.g., injeção de epinefrina, clipagem, coagulação). A preparação intestinal adequada é fundamental para o sucesso do exame. Outros exames, como a cintilografia com hemácias marcadas, são úteis para localizar sangramentos de baixo volume ou intermitentes que não são detectados pela colonoscopia. A arteriografia é reservada para sangramentos mais volumosos e ativos, quando a colonoscopia não foi bem-sucedida ou não é viável, permitindo a embolização do vaso sangrante. O enema com bário tem pouca utilidade no sangramento agudo, sendo mais empregado para avaliação anatômica em outras condições.
Em idosos, as causas mais comuns de sangramento digestivo baixo incluem diverticulose, angiodisplasias, colite isquêmica, pólipos e câncer colorretal. O uso de antiagregantes ou anticoagulantes pode agravar ou precipitar esses sangramentos.
A colonoscopia é o exame de escolha para sangramento digestivo baixo em pacientes hemodinamicamente estáveis, pois permite a visualização direta da mucosa, identificação do sítio de sangramento e, frequentemente, a realização de hemostasia terapêutica no mesmo procedimento.
A arteriografia é indicada para sangramentos mais volumosos (>0,5-1 mL/min) quando a colonoscopia falha ou não é possível. A cintilografia com hemácias marcadas é útil para sangramentos intermitentes ou de baixo volume (>0,1 mL/min), quando a localização é incerta e a colonoscopia inicial foi negativa.
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