SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2023
Mulher, 27 anos, obstipada crônica, sem comorbidades ou antecedentes familiares de doenças neoplásicas, apresentou sangramento ao evacuar, que tingiu a água do vaso sanitário, fazendo-a procurar serviço médico. Paciente encontrava-se estável hemodinamicamente. Foi realizado exame proctológico, no qual se evidenciaram alterações. Com base nessas informações, qual é o diagnóstico mais provável?
Sangramento anal vermelho vivo, indolor, que tinge a água do vaso + constipação crônica → Doença hemorroidária interna.
Em pacientes jovens com constipação crônica e sangramento retal indolor de coloração vermelho vivo que tinge a água do vaso, a doença hemorroidária interna é o diagnóstico mais provável. É fundamental diferenciar de outras causas de sangramento digestivo baixo, embora menos comuns nessa faixa etária.
O sangramento digestivo baixo, manifestado como hematoquezia (sangue vermelho vivo nas fezes ou no vaso sanitário), é uma queixa comum na prática médica e exige uma abordagem diagnóstica sistemática. Em pacientes jovens, como a mulher de 27 anos do caso, a etiologia mais frequente é a doença hemorroidária, especialmente quando associada à constipação crônica. As hemorroidas internas, em particular, podem sangrar de forma indolor, com sangue vermelho vivo que goteja ou tinge a água do vaso, um quadro clássico. A fisiopatologia da doença hemorroidária envolve o ingurgitamento e prolapso dos coxins anais, que são estruturas vasculares normais do canal anal. A constipação crônica e o esforço evacuatório aumentam a pressão intra-abdominal e intrarretal, contribuindo para o desenvolvimento e sangramento das hemorroidas. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história e no exame proctológico, que pode revelar hemorroidas internas ou externas. É fundamental, contudo, considerar o diagnóstico diferencial com outras causas de sangramento digestivo baixo, mesmo que menos prováveis em pacientes jovens sem fatores de risco adicionais. Angiodisplasias e diverticulose são mais comuns em idosos, enquanto neoplasias de cólon, embora raras em jovens, devem ser investigadas se houver sinais de alarme (perda de peso, anemia, alteração do hábito intestinal, história familiar). A colite geralmente apresenta outros sintomas como dor abdominal, diarreia e febre. A abordagem inicial deve sempre incluir a estabilização hemodinâmica do paciente e, posteriormente, a investigação da causa do sangramento.
A doença hemorroidária interna é a causa mais comum, caracterizada por sangramento vermelho vivo, indolor, que pode tingir a água do vaso sanitário, frequentemente associada à constipação crônica.
Os sintomas incluem sangramento retal vermelho vivo, indolor, prolapso de tecido durante a evacuação e, ocasionalmente, prurido ou desconforto anal.
A idade do paciente, características do sangramento (cor, dor, associação com evacuação), presença de outros sintomas (perda de peso, alteração do hábito intestinal) e o exame proctológico são cruciais para o diagnóstico diferencial com angiodisplasia, diverticulose ou neoplasias.
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