CHN - Complexo Hospitalar de Niterói (RJ) — Prova 2021
O tratamento INICIAL do sangramento digestivo é:
Sangramento digestivo → prioridade é estabilização hemodinâmica com reposição volêmica agressiva.
Em qualquer sangramento digestivo significativo, a prioridade máxima é a estabilização hemodinâmica do paciente. Isso é alcançado através de uma reposição volêmica agressiva com cristaloides e, se necessário, hemoderivados, para combater o choque hipovolêmico e garantir a perfusão orgânica.
O sangramento digestivo agudo, seja alto ou baixo, é uma emergência médica comum que pode levar rapidamente a instabilidade hemodinâmica e choque hipovolêmico. A abordagem inicial é crítica e segue os princípios do ABCDE do trauma, com foco primordial na estabilização do paciente antes de qualquer investigação diagnóstica ou tratamento etiológico específico. A identificação e o manejo rápido são essenciais para reduzir a morbimortalidade. A etapa mais crucial no tratamento inicial é a reposição volêmica agressiva. Isso envolve o acesso venoso calibroso (dois acessos periféricos de grosso calibre), infusão rápida de cristaloides (soro fisiológico 0,9% ou Ringer lactato) e, se houver evidência de choque ou anemia significativa, transfusão de concentrado de hemácias. O objetivo é restaurar o volume intravascular, otimizar a pressão arterial e a perfusão tecidual. Outras medidas de suporte incluem oxigenoterapia e monitorização contínua dos sinais vitais. Após a estabilização hemodinâmica, a investigação da causa do sangramento pode ser iniciada. Para sangramento digestivo alto, a endoscopia digestiva alta é o exame de escolha, permitindo diagnóstico e tratamento. Para sangramento digestivo baixo, colonoscopia ou outros exames podem ser necessários. O uso de inibidores de bomba de prótons é importante no sangramento digestivo alto não varicoso, mas sempre após a estabilização inicial.
A primeira e mais crítica medida é a estabilização hemodinâmica do paciente através de reposição volêmica agressiva com cristaloides (soro fisiológico ou Ringer lactato) e, se necessário, transfusão de hemoderivados, para reverter o choque hipovolêmico.
A perda sanguínea pode levar rapidamente a choque hipovolêmico, com comprometimento da perfusão de órgãos vitais. A reposição volêmica restaura o volume intravascular, melhora a pressão arterial e garante a oxigenação tecidual, criando condições para investigações e tratamentos específicos.
A endoscopia digestiva alta é o principal método diagnóstico e terapêutico para sangramento digestivo alto, mas deve ser realizada após a estabilização hemodinâmica do paciente. Em casos de sangramento ativo e instabilidade, a endoscopia pode ser postergada até que o paciente esteja mais estável.
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