FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2024
“Novo estudo, com base no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS – base 2018), mostra que avanços são insuficientes para o Brasil cumprir compromissos nacionais e internacionais em água tratada, coleta e tratamento dos esgotos”, segundo o Instituto Trata Brasil. A saúde pública no Brasil alcançou resultados bastante positivos desde a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), mas ainda enfrenta inúmeras dificuldades que comprometem a qualidade do atendimento à população. Além disso, em um país de dimensões continentais, o acesso a saneamento básico e saúde pública, assim como a outros serviços essenciais, ainda é bastante desigual. Diante desse cenário, assinale a alternativa correta:
Saneamento básico universal → ↓ doenças veiculação hídrica, ↓ internações SUS, ↑ qualidade de vida.
A falta de saneamento básico é um determinante social de saúde crucial, impactando diretamente a incidência de doenças infecciosas e parasitárias, especialmente as de veiculação hídrica. Investimentos em água tratada e esgoto são essenciais para reduzir a morbimortalidade e aliviar a carga sobre o sistema de saúde.
O saneamento básico é um pilar fundamental da saúde pública, com impactos diretos na qualidade de vida e na prevenção de doenças. No Brasil, apesar dos avanços, a universalização desses serviços ainda é um desafio, resultando em desigualdades regionais e na persistência de doenças de veiculação hídrica que sobrecarregam o Sistema Único de Saúde (SUS). A compreensão dessa inter-relação é crucial para profissionais de saúde. A fisiopatologia das doenças relacionadas ao saneamento envolve a contaminação da água e do solo por agentes patogênicos (bactérias, vírus, parasitas) presentes em esgotos não tratados e resíduos. O diagnóstico dessas condições é clínico e laboratorial, e a suspeita deve ser alta em comunidades com infraestrutura sanitária deficiente. A prevenção primária, através do acesso a água potável e esgoto, é a medida mais eficaz. O tratamento das doenças de veiculação hídrica é específico para cada patógeno, mas o prognóstico melhora significativamente com acesso rápido a cuidados de saúde. Para o residente, é vital reconhecer a importância do saneamento como um determinante social de saúde e advocacy para políticas públicas que promovam a equidade no acesso a esses serviços essenciais.
A falta de saneamento básico está diretamente ligada a doenças como diarreias infecciosas (cólera, febre tifoide), hepatite A, leptospirose, giardíase, ascaridíase e outras parasitoses intestinais.
A melhoria do saneamento básico reduz significativamente a demanda por serviços de saúde, diminuindo internações por doenças de veiculação hídrica e liberando recursos para outras áreas do SUS.
Os principais componentes do saneamento básico incluem abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, manejo de resíduos sólidos (lixo) e drenagem de águas pluviais urbanas.
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