FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2026
Um levantamento recente divulgado pelo Instituto Trata Brasil, com base em dados oficiais, mostrou que milhões de brasileiros ainda não têm acesso à coleta de esgoto nem ao abastecimento regular de água potável. Essa realidade impacta diretamente a saúde pública, com aumento de doenças de veiculação hídrica, além de comprometer o cumprimento das metas da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Considerando a relação entre saneamento básico, determinantes sociais da saúde e o papel do SUS, assinale a alternativa correta:
Saneamento precário = ↑ Doenças de veiculação hídrica (Diarreia, Hep A, Verminoses, Leptospirose).
O saneamento básico é um determinante social crítico; sua ausência impacta diretamente a carga de doenças infecciosas na Atenção Primária e a sustentabilidade do SUS.
O saneamento básico é pilar fundamental da saúde coletiva e um dos principais indicadores de desenvolvimento de uma nação. No Brasil, o Marco Legal do Saneamento busca universalizar esses serviços até 2033, alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. A relação causal entre a precariedade do esgotamento sanitário e a morbimortalidade infantil por doenças diarreicas é amplamente documentada. Para o médico residente, compreender o território e os determinantes ambientais é crucial para o diagnóstico comunitário e para a implementação de medidas de bloqueio de transmissão de doenças infectocontagiosas.
As doenças de veiculação hídrica e relacionadas ao saneamento inadequado incluem diarreias infecciosas (causadas por vírus, bactérias e protozoários), hepatite A, febre tifoide, cólera, leptospirose (especialmente em áreas de alagamento) e diversas geo-helmintoses (como ascaridíase e ancilostomose). Essas condições representam uma parcela significativa dos atendimentos na Atenção Primária à Saúde.
Os Determinantes Sociais da Saúde (DSS) são as condições em que as pessoas nascem, crescem e vivem. O saneamento básico (água potável, esgoto, manejo de resíduos) é um DSS estrutural que influencia diretamente a exposição a patógenos. A desigualdade no acesso ao saneamento reflete disparidades socioeconômicas e gera iniquidades em saúde, exigindo políticas intersetoriais para sua resolução.
Embora a execução de obras de saneamento caiba a outros setores, o SUS atua através da Vigilância em Saúde Ambiental (VIGIAGUA, VIGISOLO). A Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) prevê que as equipes identifiquem riscos ambientais no território e promovam ações educativas e preventivas. O SUS também monitora a qualidade da água para consumo humano como estratégia de prevenção de surtos.
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